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A Recuperação judicial da Operadora Oi

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Oi pediu recuperação judicial em 20 de junho de 2016, com base na Lei de Recuperação Judicial e Falências.

A Recuperação judicial da Operadora Oi
Logo da operadora de telefonia Oi é visto em loja, REUTERS/Nacho Doce

Algumas empresas brasileiras tiveram de recorrer a uma medida extrema para evitar falência (ou postergar). E o meio utilizado para evitar a falência dela, ou seja, ao invés de pedir falência pede-se a recuperação, que como o próprio nome já diz é uma tentativa de recuperar aquela atividade evitando o fechamento e as consequentes demissões e não pagamento dos credores.

Durante a recuperação judicial a empresa deve cumprir o plano, e apresentar um balanço mensal ao juiz e aos credores sobre o andamento da empresa.

O administrador judicial nomeado pela justiça, servirá como intermediador entre a empresa, a justiça e os credores.

Inicio da recuperação judicial no grupo Oi

O pedido foi deferido em 29 de junho de 2016 pelo juízo da 7ª Vara Empresarial da Comarca da Capital do Estado do Rio de Janeiro.

Na decisão, o juiz Fernando Viana, titular da vara, considerou o fato de

A empresa ser uma das maiores no setor de telecomunicação em todo o mundo e o impacto que ela representa na economia do país.

Falência da Oi deixaria mais de 2 mil cidades sem internet ou telefone. isso acendeu o alerta do governo federal e principalmente dos acionistas da empresa.

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A Lei das teles foi aprovadacom urgência no Plenário do Senado. Isso tudo para dar um fôlego para as operadoras de telefonia.

Porém, o presidente da (Anatel), Leonardo Morais, afirmou que a aprovação da Lei das Teles, não é condição suficiente para à proporcionar à operadora Oi uma solução de mercado.

Origem da recuperação judicial da Oi

Os problemas bilionários da Oi começaram quando a empresa comprou a operadora Brasil Telecom em 2010 e descobriu que a empresa tinha uma dívida gigantesca.

Em 2014, a Oi tentou fazer uma fusão com a Portugal Telecom, mas depois de ter finalizado o negócio, descobriu novamente que a parceira tinha outra dívida enorme, mas agora em euros.

Com o passar do tempo, a dívida acumulada aumentou, e a companhia pediu recuperação judicial. Em outras palavras, as aquisições da Oi nos últimos anos foram muito mal pensadas pela sua presidência, o que foi ainda mais agravado por envolvimento político na companhia.

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Especulações sobre ativos da Oi

Com aprovação da lei das teles cresceram as especulações em torno das ações da Oi só cresceram, devido a noticias especulativas de uma possível venda, Fato que até hoje não se confirmou.

O aumento no volume de operações de compra e venda de ações da Oi na Bolsa de São Paulo, a B3, em agosto, levantou suspeitas do Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ).

O promotor Leonardo Marques pediu à Justiça que a Comissão de Valores Mobiliários (CVM) esclareça uma possível suspeitas de manipulação.

Destaques:

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