Dinheiro
Petrobras pode reajustar o preço do querosene de aviação em até 80%
Petróleo Brent e derivados dispararam desde fevereiro. Petrobras deve anunciar novo preço


O combustível que mantém os aviões no ar pode ficar bem mais caro a partir de abril. Projeções indicam que a Petrobras deve um reajuste entre 70% e 80% no preço do QAV — o querosene de aviação —, em movimento que preocupa companhias aéreas e já chegou ao radar do Ministério de Portos e Aeroportos.
O ajuste seguiria métricas internas de precificação da estatal e reflete, na prática, o que aconteceu nos mercados internacionais de energia depois do último reajuste, anunciado em 27 de fevereiro.
Dois indicadores que explicam a alta
Desde o final de fevereiro, dois movimentos se combinaram para pressionar as projeções do QAV.
O petróleo Brent, referência global negociado na ICE (Intercontinental Commodities Exchange), acumula valorização de 49,8% desde o início do conflito em 28 de fevereiro. O heating oil — óleo de aquecimento derivado do petróleo, usado em processos industriais — registrou alta de cerca de 71% após os primeiros ataques dos Estados Unidos e de Israel contra o Irã.
Nenhum desses movimentos estava incorporado no preço atual. A Petrobras reajusta o QAV apenas uma vez por mês, o que significa que toda essa variação ficou represada — e será absorvida agora.
O preço atual e o que mudou desde 2022
Hoje, o querosene de aviação custa R$ 3,58 por litro. A projeção de alta expressiva assusta, mas vale o contexto: mesmo com o reajuste esperado, o valor ficaria abaixo dos R$ 5,08 registrados no final de 2022, quando a invasão da Ucrânia pela Rússia empurrou os preços das commodities energéticas a níveis recordes.
Entre fevereiro e março deste ano, o QAV já havia subido quase 10%. O novo reajuste de abril, portanto, viria ampliar uma pressão que já estava em curso.
O que isso significa para quem voa
Historicamente, o encarecimento do querosene de aviação chega ao consumidor. Em 2022, o mesmo ciclo de alta do combustível resultou em passagens mais caras em todo o país.
Desta vez, companhias aéreas e o Ministério de Portos e Aeroportos já sinalizam preocupação. A discussão envolve possíveis medidas para conter os impactos, com referências a estratégias usadas em momentos de alta do diesel e no apoio ao setor de transporte.
O QAV representa uma fatia relevante dos custos operacionais das aéreas. Com margens já pressionadas no setor, absorver uma alta dessa magnitude sem repassar ao bilhete é, na prática, muito difícil.
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