Dinheiro
Eles não param: o governo Lula continua com sua ganância por impostos
Economistas alertam que elevar tributos sem cortar gastos tem efeito limitado no equilíbrio fiscal — e o debate só cresce

O Brasil já era conhecido por ter um dos sistemas tributários mais complexos do mundo. Mas desde janeiro de 2023, com o retorno de Luiz Inácio Lula da Silva à presidência, o tema ganhou ainda mais força. Segundo levantamentos, o governo acumula 27 aumentos ou revisões com impacto direto no aumento de impostos ao longo do mandato.
Não se trata de ajustes pontuais. O padrão identificado por analistas é de uma série de elevações sucessivas, sem um movimento equivalente de corte estrutural de despesas.
O que dizem os economistas
Para muitos economistas, a estratégia de depender quase exclusivamente do aumento da arrecadação tem limites claros. Sem uma redução consistente de gastos, os efeitos sobre o equilíbrio fiscal tendem a ser modestos — e o risco de pressão sobre a atividade econômica aumenta.
O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, tem uma visão diferente. Ele afirmou que o recente aumento do imposto de importação sobre mais de mil produtos não deve pressionar os preços para o consumidor. Aliás, como mostramos em Brasil tributa mais de mil importados, o alcance dessa medida é mais amplo do que parece.
A lógica do governo
O Palácio do Planalto defende que as medidas seguem o princípio da “justiça tributária“. O argumento central é corrigir distorções históricas no sistema — favorecendo, ao menos no discurso, uma tributação mais equilibrada entre diferentes setores e faixas de renda.
No entanto, críticos, incluindo parte do mercado financeiro, batizaram Haddad de “Taxad” — uma referência direta à percepção de que o governo recorre com frequência ao aumento de tributos como solução fiscal.
O paradoxo brasileiro
O ponto mais sensível do debate é outro. O Brasil figura entre os países com maior carga tributária do mundo e, ao mesmo tempo, registra um dos piores retornos percebidos pela população em serviços públicos. Ou seja, paga-se muito e recebe-se pouco.
Esse descompasso alimenta a insatisfação de empresas e consumidores — e mantém o tema no centro das discussões econômicas. Por enquanto, o governo segue apostando na arrecadação para fechar as contas, enquanto o mercado observa com cautela os efeitos dessa escolha sobre o crescimento e a inflação nos próximos meses.
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