Connect with us

Criptomoedas

Trezor confirma vazamento e expõe dados de 13,6 mil clientes

Publicado

em

Trezor

Um ataque à Trezor expôs dados pessoais de 13.689 clientes da fabricante de carteiras físicas de criptomoedas. É a primeira vez, desde a fundação da empresa em 2013, que um incidente desse tipo envolve informações como telefone e endereço de entrega.

Nem todos os clientes tiveram os mesmos dados vazados. A maior parte, 11.742 pessoas, teve nome, telefone, e-mail e endereço de entrega comprometidos. No caso de outros 1.947 clientes, foram expostos nome, cidade e e-mail.

Pode parecer menos grave quando o endereço completo não aparece, mas o risco continua. Nome, cidade e e-mail já dão material suficiente para golpes de phishing.

Quando o criminoso conhece informações verdadeiras sobre a vítima, fica muito mais fácil montar uma mensagem que pareça legítima e convencer alguém a clicar em um link ou malware disfarçado de mensagem legítima — tática que já vem sendo usada em ataques a carteiras de cripto por celular.

Quem foi afetado e quando

Os dados pertencem a clientes que fizeram pedidos entre 10 de maio e 8 de agosto. As encomendas tinham como destino Estados Unidos, Reino Unido, Suécia, Colômbia, Brasil, Itália e Portugal.

Ao todo, 13.689 clientes foram afetados. Desse total, 11.742 tiveram nome, telefone, e-mail e endereço expostos. Os outros 1.947 tiveram nome, cidade e e-mail comprometidos.

Até agora, não há indicação de acesso às carteiras ou às chaves privadas dos clientes. O ataque atingiu informações usadas para comprar e receber os produtos, e não os dispositivos da Trezor.

Essa diferença é importante. Ter um endereço ou telefone vazado é um problema de segurança e privacidade, mas não significa que os criminosos passaram a ter acesso às criptomoedas armazenadas no aparelho.

Trezor já havia enfrentado vazamento em 2024

A empresa passou por outro incidente em 2024. Na época, criminosos comprometeram um portal de suporte operado por uma empresa terceirizada e cerca de 66 mil usuários tiveram nome e e-mail expostos.

O caso atual atingiu bem menos pessoas, mas trouxe um problema novo: a quantidade de informações disponíveis sobre cada vítima aumentou.

Telefone e endereço físico, que não haviam aparecido no vazamento anterior, agora estão entre os dados comprometidos de parte dos clientes.

Isso também pode aumentar o risco de golpes direcionados. Uma mensagem que traz nome, telefone ou até um endereço verdadeiro tende a levantar menos suspeitas do que um e-mail genérico enviado em massa.

O que é uma carteira fria

A Trezor fabrica as chamadas hardware wallets, conhecidas também como carteiras frias. São pequenos dispositivos usados para manter as chaves de acesso às criptomoedas fora da internet.

Na prática, funcionam como uma espécie de cofre físico para os ativos digitais. Como as chaves ficam armazenadas offline, elas ficam menos expostas do que as carteiras quentes, conectadas à internet — alvo mais comum de ataques que buscam roubar bitcoins diretamente.

O incidente não muda essa característica dos aparelhos. O que vazou foram informações pessoais mantidas pela empresa sobre compradores dos produtos.

Por isso, embora o número de vítimas seja menor que no episódio de 2024, o vazamento atual chama mais atenção pelo tipo de informação exposta. Pela primeira vez, dados como telefone e endereço de entrega de clientes da Trezor entraram na lista.

Compartilhar:

Adicione Money Invest como fonte preferecial no google

Siga Money Invest no Google News

Assunto do Momento

Acompanhe

Tendência


As publicações no site Money Invest têm um caráter meramente informativo, servindo como boletins de divulgação, e não devem ser interpretadas como recomendações de investimento. Leia mais

Mercado de Criptomoedas, Bolsa de Valores. Money Invest: O futuro do dinheiro.

2018 - 2026 - Money Invest - Todos os direitos reservados