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TikTok Shop deixa a competição no e-commerce ainda mais acirrada

O TikTok Shop chegou ao Brasil em maio de 2025 e rapidamente deixou de ser apenas uma novidade dentro do aplicativo.
Quem usa o TikTok já deve ter percebido a mudança. Produtos aparecem no meio dos vídeos, nas transmissões ao vivo e nas recomendações do próprio feed. Até pouco tempo atrás, o TikTok era visto principalmente como um aplicativo de entretenimento, usado para assistir vídeos, acompanhar tendências e passar o tempo.
Aos poucos, isso começou a mudar. Para muita gente, o aplicativo também virou um lugar para descobrir produtos e comprar.
Esse movimento ganhou força primeiro entre os mais jovens, mas não ficou restrito a esse público. A própria forma de vender ajuda a explicar isso. Muitas vezes, o produto aparece enquanto a pessoa assiste a um vídeo que nem estava relacionado diretamente a uma compra. Em poucos cliques, ela consegue ver os detalhes e fechar o pedido sem sair do aplicativo.
TikTok Shop cresce e entra na disputa pelo e-commerce
O crescimento foi rápido. No Brasil, o volume médio diário de vendas do TikTok Shop chegou a crescer mais de 100 vezes desde a estreia da plataforma no país. Em escala global, o valor bruto de mercadorias negociadas pela plataforma, o chamado GMV, passou de cerca de US$ 1 bilhão em 2021 para US$ 64 bilhões em 2025.
No Brasil, esse avanço colocou o TikTok Shop na disputa com Mercado Livre e Shopee. As três empresas vêm aumentando os investimentos em logística, tecnologia, publicidade, cupons e outras vantagens para atrair compradores e vendedores.
Para o consumidor, essa briga costuma aparecer em forma de descontos, frete mais barato, promoções e mais opções de compra. O Mercado Livre, por exemplo, já anunciou entregas em até 60 minutos em uma nova frente para reduzir o tempo entre a compra e o recebimento do produto.
Disputa também aumenta a pressão sobre os vendedores
Para quem vende, a situação é menos simples. Ter um produto exposto para milhares de pessoas pode ajudar bastante, mas visibilidade não significa lucro automaticamente. O vendedor ainda precisa colocar na conta as taxas, o frete, a concorrência, os gastos com publicidade e os descontos oferecidos para conseguir se destacar.
É por isso que a disputa entre Mercado Livre, Shopee e TikTok Shop não se resume a qual plataforma vende mais. Ela também mexe com a rotina de pequenos e médios vendedores, que precisam escolher onde anunciar, quanto investir e até que ponto vale depender desses marketplaces.
A combinação entre redes sociais e compras também não começou agora. Outras varejistas já vinham experimentando formatos de social commerce, aproximando conteúdo, interação e venda.
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