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Procon-SP quer limitar Pix a movimentações de R$ 500 ao mês para evitar sequestros e golpes

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Procon-SP quer limitar Pix a movimentações de R$ 500 ao mês para evitar sequestro e golpes

Na última quarta-feira (15), o Procon-SP se reuniu com representantes do Banco Central (BC) para sugerir limitações para o uso do PIX. O órgão de defesa do consumidor sugeriu um limite máximo de R$ 500 de movimentações no Pix por mês.

“Nós reconhecemos os benefícios trazidos pelo PIX e entendemos que não se pode travar o avanço tecnológico, mas é preciso que a segurança do consumidor seja garantida”, explica Fernando Capez, diretor executivo do Procon-SP.

Outras medidas que podem ser adotadas 


• Permitir que os participantes do Pix retenham uma transação por 30 minutos durante o dia ou por 60 minutos durante a noite para a análise de risco da operação, informando ao usuário sobre a retenção;


• Tornar obrigatório o mecanismo, já existente e hoje facultativo, de marcação no Diretório de Identificadores de Contas Transacionais (DICT) de contas com indícios de utilização em fraudes no Pix, inclusive no caso de transações realizadas entre contas do mesmo participante;


• Permitir consultas ao DICT para alimentar os sistemas de prevenção à fraude das instituições, de forma a coibir crimes envolvendo a mesma conta em outros meios de pagamento e com outros serviços bancários;

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• Exigir que os participantes do Pix adotem controles adicionais em relação a transações envolvendo contas marcadas no DICT, inclusive para fins de eventual recusa a seu processamento, combatendo assim a utilização de contas de aluguel ou os chamados laranjas;


• Determinar que os participantes de arranjos de pagamentos eletrônicos compartilhem, tempestivamente, com autoridades de segurança pública, as informações sobre transações suspeitas de envolvimento com atividades criminosas;


• Exigir das instituições reguladas controles adicionais sobre fraudes, com reporte para o Comitê de Auditoria e para o Conselho de Administração ou, na sua ausência, à Diretoria Executiva, bem como manter à disposição do Banco Central tais informações;


• Exigir histórico comportamental e de crédito para que empresas possam antecipar recebíveis de cartões com pagamento no mesmo dia, reduzindo a ocorrência de fraudes.

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Para o BC, os mecanismos de segurança presentes no Pix e nos demais meios de pagamento não são capazes de eliminar por completo a exposição de seus usuários a riscos. No entanto, o trabalho conjunto do Banco Central, das instituições reguladas, das forças de segurança pública e dos próprios usuários permitirá reduzir a ocorrência de prejuízos.

Sequestros-relâmpago envolvendo o PIX crescem

Desde janeiro deste ano os casos de sequestro que envolvem o Pix se multiplicaram, a divisão antissequestro relatou 262 sequestros-relâmpagos, dentro os quais houve 63 que exigiram transferências através do PIX. A Polícia informou, que a maioria dos sequestros-relâmpago acontecem quando as vítimas estão paradas em cruzamentos ou quando entram e saem de carros em ruas desertas.

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