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Após o vexame do Pix, governo Lula recua e evita falar sobre novos impostos

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em

Imagem: Joel santana Joelfotos / Pixabay

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Parece que o governo Lula está aprendendo com os erros. Após o constrangimento e uma onda de notícias que destacavam o monitoramento de transações acima de R$ 5 mil — medida criticada por prejudicar principalmente os mais pobres que atuam na informalidade —, o governo decidiu revogar a regulamentação que permitia à Receita Federal fiscalizar operações financeiras, incluindo PIX e outros meios, como cartões de crédito.

No entanto, o estrago já estava feito: o governo do presidente Lula enfrenta uma crescente perda de confiança entre os brasileiros. De acordo com dados do Ipec (Inteligência em Pesquisa e Consultoria), divulgados pela CNN, 51% da população declara não confiar no presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Aumentar impostos sem cortar gastos não é o caminho

Nos últimos meses, o governo Lula concentrou-se em aumentar a carga tributária em vez de cortar despesas para equilibrar as contas públicas. A estratégia fez o país retornar ironicamente ao topo do ranking das nações com a maior carga tributária do mundo, superando até economias ricas como Bélgica e Dinamarca.

Agora, após a crise do PIX, tenta-se apagar a imagem de governo gastador e “governo dos impostos” que penaliza a população — mas, no entanto, a narrativa de austeridade parece contraditória. Enquanto a população sente o peso dos tributos, a gestão ainda não apresentou medidas concretas para reduzir o desperdício ou otimizar gastos públicos.

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