Criptomoedas
IOF de 3,5% sobre criptomoedas: governo Lula estuda nova tributação
Proposta busca equiparar tributação de ativos digitais a outras operações financeiras enquanto dívida pública ultrapassa R$ 8,6 trilhões

O governo Lula estuda a criação de um IOF de 3,5% sobre criptomoedas. A medida faz parte de uma estratégia para ampliar a arrecadação em meio ao crescimento acelerado da dívida pública brasileira.
Segundo dados recentes, a dívida do país subiu 18% em 2025 e já ultrapassou a marca de R$ 8,6 trilhões. Com isso, a equipe econômica busca alternativas para compensar o impacto dos gastos públicos nas contas nacionais.
Aliás, essa não seria a primeira vez que o governo aposta em aumentos tributários. Como mostramos em Lula Bate Recordes: 25 Aumentos de Impostos em Tempo Recorde!, a gestão atual tem usado essa ferramenta de forma recorrente para fechar as contas.
Por que o governo Lula quer taxar criptomoedas?
A justificativa oficial é trazer “neutralidade fiscal” ao sistema tributário. Ou seja, o argumento é que outras operações financeiras já pagam IOF de 3,5%, como a compra de moeda estrangeira e remessas para o exterior destinadas a gastos pessoais.
Na prática, o governo entende que os investidores de criptoativos estariam em vantagem comparados a quem movimenta dinheiro em operações cambiais tradicionais. Por isso, a intenção seria igualar as regras do jogo.
Mercado cripto na mira da Fazenda
O mercado de criptomoedas tem crescido bastante no Brasil nos últimos anos. Além disso, milhões de brasileiros já investem em Bitcoin, Ethereum e outros ativos digitais.
Esse movimento chamou a atenção do governo. Com o setor em expansão, a criação de um IOF sobre criptomoedas se torna uma alternativa atraente para aumentar a arrecadação sem mexer diretamente em impostos tradicionais.
Por sinal, essa não é a primeira tentativa de tributar o mercado cripto. No entanto, a proposta do IOF é diferente porque incide diretamente no momento da compra, e não apenas no ganho de capital.
O que esperar nos próximos passos?
Ainda não há definição sobre quando a medida pode entrar em vigor. Por outro lado, o tema já circula em discussões internas da equipe econômica e pode ganhar força nos próximos meses.
No final das contas, a proposta reflete a pressão crescente sobre as contas públicas e a busca por novas fontes de receita. Para os investidores, a mudança pode significar custos adicionais na hora de comprar criptoativos.
O detalhe que chama atenção é que, caso aprovado, o Brasil se juntaria a um grupo ainda restrito de países que aplicam tributos específicos sobre operações com moedas digitais logo na aquisição.
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