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Correios afundam ainda mais: Tesouro recusa garantir novo empréstimo

A crise dos Correios ganhou um novo capítulo — e nada animador. A estatal, já pressionada por problemas financeiros que se acumulam há anos, decidiu suspender a negociação de um empréstimo de cerca de R$ 20 bilhões após se deparar com custos considerados altos demais. A informação, revelada por uma fonte do Ministério da Fazenda, escancara um cenário que só piora.
Tesouro barra garantia e desmonta o principal plano da estatal
Segundo essa mesma fonte, o Tesouro Nacional recusou oferecer garantia para qualquer operação com juros acima do limite permitido para empréstimos desse tipo. Na prática, o governo sinalizou que não pretende assumir riscos adicionais para socorrer a empresa nessas condições.
Ainda assim, o recado pesa. Em outubro, os Correios haviam anunciado negociações para levantar os R$ 20 bilhões com aval do Tesouro, numa tentativa de reforçar a liquidez de curto prazo e aliviar a pressão sobre o caixa.
Impacto direto no planejamento do governo
Por outro lado, o desempenho recente da estatal acendeu um sinal de alerta dentro do próprio governo. No mês passado, uma autoridade classificou o resultado dos Correios como “muito ruim”, afirmando que ele já compromete o planejamento orçamentário deste ano — e pode pesar ainda mais em 2026.
O recuo do Tesouro desmonta o único plano financeiro robusto sobre a mesa e expõe, mais uma vez, a fragilidade de uma estatal que opera no limite.
Má gestão e perda de competitividade aprofundam a crise
Ainda assim, o empréstimo negado não é o único problema. A má gestão e a perda de competitividade vêm corroendo a saúde financeira dos Correios. Um dos fatores citados é o impacto da taxação de 20% sobre compras internacionais de até US$ 50 — a chamada “taxa das blusinhas”, popularizada por itens baratos vendidos em plataformas como Shein e Shopee. A medida foi aprovada pelo Congresso e sancionada em 27 de junho por Lula.
O efeito combinado de má gestão, queda de competitividade e mudanças no consumo deixaram os Correios expostos a uma crise que parece longe de terminar.
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