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O fim dos Correios? Empresa volta a afundar em dívidas

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Crédito: Divulgação/Correios
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Os Correios atravessam uma nova crise. Depois de um ciclo de lucros, a estatal voltou a conviver com dívidas crescentes e receitas pressionadas, sobretudo nas remessas internacionais. Ainda assim, há quem defenda que o problema é conjuntural; outros, porém, veem falhas estratégicas acumuladas. O fato é que a companhia corre contra o relógio.

Do lucro recorde ao rombo nas contas

Em 2021, a empresa registrou lucro expressivo. Mesmo assim, a virada do e-commerce e a mudança nas regras de importação esfriaram o volume de pacotes. Vale lembrar que, com a desaceleração, a linha internacional perdeu força e a receita encolheu, abrindo espaço para um déficit que pressiona o caixa.

“Taxa das blusinhas” e o efeito nas remessas

A implantação do Remessa Conforme e a cobrança de imposto para compras até US$ 50 mudaram o jogo. Só que a resposta do consumidor foi imediata: menos pedidos, mais carrinhos abandonados e uma redução sensível no giro de encomendas. Ainda assim, a rede logística dos Correios segue cara de manter, o que intensifica o desequilíbrio.

Receitas frustradas e empréstimo bilionário

Com o volume menor, a estatal admite frustração de receita e procura alternativas. A direção estuda captar R$ 20 bilhões em empréstimos para atravessar o período mais delicado. Mesmo assim, especialistas alertam: sem revisão de portfólio, eficiência operacional e política de preços, a sangria pode continuar.

O que está em jogo

O desafio vai além de fechar as contas. Trata-se de redefinir o papel dos Correios no ecossistema do e-commerce, ajustando serviços e recuperando competitividade.

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