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Ações “baratas” que são uma cilada

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Ações "baratas" que são uma cilada


A Bolsa de Valores se tornou atraente para novos investidores. Naturalmente, os investidores compram Ações baratas com o objetivo de lucrar de duas maneiras: vendendo essas ações a preços mais altos no futuro ou recebendo dividendos proporcionais aos lucros da empresa aos quais os detentores de ações têm direito.

De acordo com dados fornecidos pela B3, dos 106 mil estreantes no mercado de renda variável em setembro de 2022, 31% realizaram seu primeiro investimento com valores de até R$ 40, enquanto outros 29% investiram entre R$ 40 e R$ 200.

No entanto, devido à recessão econômica causada pelos efeitos da pandemia de COVID-19 e a prolongada incerteza econômica, o principal índice da Bolsa de Valores de São Paulo, a B3, apresenta volatilidade.

Na B3, existem ações que sofreram quedas superiores a 90% do seu valor, o que chama a atenção de pequenos investidores. No entanto, o que pode parecer uma oportunidade, analistas acreditam ser uma armadilha. Ações “baratas” que são uma cilada:

Ações Magazine Luiza

Durante quase cinco anos, Magalu, foi o favorita dos investidores. No entanto, as ações que já chegaram a valer R$ 27 em 2020 estão sendo negociadas atualmente a R$ 3,80, representando uma queda de 86%.

No entanto, o setor varejista enfrenta dificuldades devido à alta taxa de juros, o que torna o financiamento muito caro e acarreta em problemas financeiros.

Ações da Oi

As ações da Oi estão sendo negociadas na Bolsa de Valores a R$ 1,09. O que pode parecer uma oportunidade pode ser uma armadilha. A empresa encontra-se em seu segundo processo de recuperação judicial e, recentemente, registrou prejuízos cinco vezes maiores do que no mesmo período anterior.

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IRB Brasil RE

A principal empresa de resseguros do país sofreu uma rápida e drástica queda em poucos meses e, desde então, nunca se recuperou. A revelação de “inconsistências contábeis” foi um dos motivos para a assustadora queda nos papéis da companhia.

As ações da companhia caíram quase 80% somente em 2022 e iniciaram 2023 abaixo de R$ 1. Após o grupamento, os papéis passaram a valer R$ 35,12.

Americanas

A Americanas seguem o mesmo caminho da Magazine Luiza, impactadas pelo péssimo desempenho do varejo. No entanto, a situação da Americanas é ainda mais grave.

A empresa entrou em recuperação judicial devido a uma dívida superior a R$ 40 bilhões. Além disso, acusações de fraude contábil que persistiram por mais de uma década, envolvendo bancos, acionistas e fornecedores, deixam a empresa cada vez mais próxima do abismo.

Conclusão

Nunca compre ações apenas porque estão caindo. A estratégia de comprar ativos em queda se aplica apenas a ações de qualidade, ou seja, empresas que apresentam lucros consistentes, pagam dividendos, têm baixo endividamento e têm projeções de crescimento.

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