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Tarifa de 50% imposta por Trump a produtos brasileiros eleva risco-país

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Em um pronunciamento direto, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou — sem meias palavras — uma tarifa de 50% sobre todos os produtos importados do Brasil. Sim, cinquenta por cento. A medida, segundo ele, entra em vigor já no dia 1º de agosto.

O motivo? Oficialmente, tarifas. Mas nos bastidores, o motivo é outro: uma espécie de uma retaliação à condução do julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro. Para Trump, tudo isso cheira a perseguição política.

Resultado? O mercado sentiu. O real, já cambaleando entre as moedas emergentes, tropeçou feio: caiu mais de 3% frente ao dólar. A moeda americana, por sua vez, aproveitou o caos e fechou o dia cotada a R$ 5,503, com alta de 1,06% no mercado à vista.

Lá fora, os reflexos foram imediatos também. O iShares MSCI Brazil (EWZ), maior ETF de ações brasileiras negociado em Nova York, desabou 3,5%. Foi um tombo em dois tempos: 1,9% durante o pregão e mais 1,6% nas negociações pós-fechamento. Sangria contínua.

O risco Brasil, medido pelo Credit Default Swap (CDS) de cinco anos, também deu sinais de alerta. Subiu 3,19% na quarta-feira, chegando a 143,81 pontos-base. O mercado global começa a colocar o Brasil no grupo dos países que inspiram… cautela. Muita cautela.

No fim das contas, a equação é simples, embora nada confortável: política tensa + retaliação comercial + instabilidade institucional = um Brasil mais caro e mais arriscado para o investidor global.

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