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Ibovespa fecha acima de 166 mil pontos pela primeira vez

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Foto de Pixabay

A bolsa brasileira fez história nesta segunda-feira, 20 de janeiro. O Ibovespa encerrou o pregão em 166.276,90 pontos, marcando a primeira vez que o principal índice do mercado acionário fecha acima dos 166 mil pontos. Foi uma alta de 0,87% que, embora pareça modesta no papel, representa um marco importante para quem acompanha o mercado.

Durante o dia, o índice chegou a tocar os 166.467,56 pontos no melhor momento, estabelecendo um novo recorde intradia. Mas nem tudo foram flores – na mínima, quando o cenário externo ainda pesava, o Ibovespa chegou a recuar até 163.574,67 pontos antes de se recuperar.

Imagem: Google / INDEXBVMF: IBOV

Papéis de telecom e construção civil dominaram o dia

Quem olhar a lista das maiores altas vai perceber um padrão interessante. As ações de telecomunicações lideraram os ganhos, com a TIMS3 disparando 4,98% e fechando a R$ 24,25. Logo atrás veio VIVT3, subindo 3,97% para R$ 34,04.

O setor de construção também teve um dia inspirado. CYRE3 avançou 3,01% e terminou cotada a R$ 25,36, enquanto sua irmã CYRE4 não ficou muito atrás, com valorização de 2,73% e fechamento em R$ 24,06.

Outras destaques incluíram CEAB3, que encerrou a R$ 10,09 após subir 4,34%, e SBSP3, que fechou em alta de 3,10%, chegando a R$ 127,84. UGPA3 também chamou atenção ao avançar 2,78% e terminar o dia a R$ 22,57.

Entre as demais altas expressivas, TOTS3 ganhou 2,41% e fechou em R$ 44,64, BRAV3 subiu 2,38% para R$ 17,63, e PCAR3 avançou 2,18%, encerrando a R$ 3,75.

Wall Street pressionada, mas Brasil segue seu caminho

O curioso é que esse desempenho positivo aconteceu enquanto as bolsas americanas enfrentavam um dia complicado. Preocupações envolvendo as declarações recentes de Donald Trump sobre a Groenlândia e incertezas relacionadas ao comando do Federal Reserve deixaram Wall Street nervosa logo na abertura.

Mesmo assim, o mercado brasileiro conseguiu se desconectar parcialmente dessa pressão externa. O que estamos vendo é aquele movimento de rotação de recursos que vem marcando o início de 2025 – investidores buscando oportunidades em mercados emergentes enquanto os Estados Unidos digerem suas próprias questões políticas e econômicas.

O que isso significa?

Ultrapassar a marca de 166 mil pontos não é apenas simbólico. Mostra que, apesar de todas as turbulências globais e das incertezas locais que nunca faltam por aqui, o mercado brasileiro está conseguindo atrair capital e manter uma trajetória ascendente.

Claro que ninguém sabe se esse patamar vai se sustentar nos próximos dias. O mercado de ações é volátil por natureza, e qualquer mudança brusca no cenário internacional ou doméstico pode reverter esse movimento rapidamente.

Mas por enquanto, quem apostou no Ibovespa está vendo o índice em território inexplorado. E isso, depois de tantos anos de altos e baixos na economia brasileira, merece ser registrado.

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