Mercado de Ações
Americanas: Diretores venderam R$ 258 mi em ações antes de revelar fraude

A Polícia Federal saiu às ruas para prender os ex-diretores das Americanas nesta quinta-feira (27/6). Ao todo, 14 pessoas são alvo de buscas e apreensões. A operação, apelidada de Disclosure, mira supostos crimes financeiros e organização criminosa na rede varejista, que está com dívidas de R$ 40 bilhões e em recuperação judicial.
Os ex-executivos do alto escalão da Lojas Americanas, como o ex-CEO Michel Gutierrez, realizaram vendas de dezenas de milhões de reais já sabendo da grave crise financeira e das fraudes que seriam noticiadas à imprensa. A conduta é vista como crime de uso de informações privilegiadas.
Os ex-diretores, tanto Gutierrez quanto Anna Christina Ramos Saicali, foram incluídos na lista de Difusão Vermelha da Interpol pelo Núcleo de Cooperação Internacional da PF.
A divulgação da fraude nas Americanas ocorreu em janeiro de 2023, sendo informada ao mercado.
Movimentação “atípica”
No caso de Miguel Gutierrez, ex-CEO da rede, até julho de 2022, ele havia vendido apenas R$ 13 milhões em ações. Depois desse mês, ao descobrir que seria trocado do posto e ciente da fraude, vendeu R$ 158 milhões em “uma movimentação totalmente atípica”. As vendas mais intensas tiveram auge em setembro de 2022. O mesmo padrão foi seguido por outros dez diretores da rede.
Anna Saicali vendeu R$ 57 milhões; José Timotheo de Barros, R$ 20 milhões; Marcio Cruz Meirelles, R$ 5,5 milhões; Carlos Eduardo Padilha, R$ 1 milhão; Murilo Correa, R$ 2,8 milhões; Fábio Abrate, R$ 5,8 milhões; João Guerra, R$ 3,8 milhões; Jean Lessa, vendeu R$ 1,1 milhão (todas as suas ações); Maria Christina Ferreira do Nascimento, R$ 800 mil; e Raoni Lapagesse, R$ 1,2 milhão.
Com informações Metropoles
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