Criptomoedas
Preço do Bitcoin começa 2026 em alta

O ano virou, o calendário mudou, e o mercado cripto acordou em clima de otimismo. Logo nos primeiros dias de 2026, o preço do Bitcoin voltou a superar a marca dos US$ 90 mil, reacendendo expectativas de um novo ciclo de valorização. Para muitos investidores, o movimento soa como um sinal de força. Para outros, porém, o alerta já está ligado.
Afinal, nem todo rali conta a história completa.
Bitcoin volta aos US$ 90 mil e anima o mercado
O Bitcoin iniciou 2026 em alta e, no momento da publicação, era negociado a US$ 93.756, com valorização de 2,65% nas últimas 24 horas. O avanço ocorre após semanas de volatilidade e reforça a percepção de que o ativo ainda mantém apelo mesmo em um cenário macroeconômico desafiador.
Além disso, a retomada acima dos US$ 90 mil tem forte peso psicológico. Historicamente, esse tipo de rompimento tende a atrair novos compradores e aumentar o volume negociado. Contudo, nem todos veem o movimento com o mesmo entusiasmo.
Alta pode ser armadilha, alertam analistas
Apesar do desempenho positivo, alguns especialistas acreditam que a atual valorização pode funcionar como uma “isca para queda”. Nesse sentido, o alerta vem de Julio Moreno, chefe de pesquisa da CryptoQuant.
Segundo Moreno, a leitura das métricas on-chain pode estar distorcida. Isso porque a consolidação de carteiras dentro das exchanges cria a impressão de que grandes investidores estão comprando agressivamente, quando, na prática, parte relevante desses movimentos reflete apenas reorganizações internas das plataformas.
Portanto, a narrativa de forte acumulação por baleias pode não ser tão sólida quanto parece.
Baleias podem estar se preparando para vender
Outro ponto que preocupa é o comportamento dos grandes detentores. De acordo com a análise, muitos desses movimentos associados às chamadas “baleias” não indicam compra líquida, mas sim preparação para possíveis despejos de ativos.
Ou seja, em vez de acumular Bitcoin visando o longo prazo, parte dos grandes volumes pode estar sendo posicionada estrategicamente para venda. Nesse cenário, investidores menos atentos correm o risco de confundir movimentações técnicas com demanda real.
Além disso, dados públicos frequentemente atribuídos a grandes investidores, na verdade, refletem operações de exchanges — e não decisões individuais de longo prazo.
Preço ainda distante do topo histórico
Mesmo com a alta recente, o preço do Bitcoin segue 25,6% abaixo de sua máxima histórica, registrada quando a criptomoeda alcançou US$ 126.198. Esse dado reforça que, embora o início de 2026 seja positivo, o mercado ainda não recuperou totalmente o terreno perdido.
Nesse sentido, o momento exige cautela. O otimismo existe, mas ele convive com riscos claros e sinais mistos vindos das métricas on-chain.
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