Dinheiro
Valor do Bolsa Família sobe: veja os novos valores com adicionais
Benefício tem piso de R$ 600, mas composição familiar eleva montante médio; programa atende 18,84 milhões de famílias no Brasil

O valor do Bolsa Família sobe para R$ 690,01 em média neste mês de fevereiro. Embora o piso nacional seja de R$ 600, os adicionais previstos no programa elevam o montante final conforme a composição de cada família. Ou seja, quanto mais crianças, gestantes ou jovens, maior o benefício.
Muita gente ainda tem dúvida sobre quanto vai receber. Isso acontece porque o programa não paga o mesmo valor para todo mundo. Na prática, cada família recebe um montante diferente baseado em critérios específicos.
Como funcionam os adicionais do Bolsa Família
Além dos R$ 600 de base, o governo oferece quatro tipos de adicionais. O Benefício Variável Familiar Nutriz (BVN) garante R$ 50 extras por criança com menos de 7 meses. Já o Benefício Primeira Infância (BPI) paga R$ 150 por criança entre 0 e 7 anos incompletos.
O Benefício Variável Familiar (BVF) adiciona R$ 50 para cada gestante ou criança entre 7 e 18 anos incompletos. Por fim, o Benefício Variável Jovem (BVJ) concede R$ 100 por jovem de 16 e 17 anos que esteja matriculado na escola.
Com esses adicionais somados, é possível que famílias maiores recebam valores bem acima do piso mínimo. A média nacional de R$ 690,01 reflete exatamente esse acúmulo de benefícios.
Bahia lidera ranking com mais de 2,3 milhões de famílias
Dados do governo federal mostram que o Bolsa Família atende atualmente 18,84 milhões de beneficiários em todo o país. A Bahia ocupa a primeira posição, com 2.331.420 famílias contempladas.
Logo em seguida vem São Paulo, com 2.222.054 famílias. Embora seja o estado mais populoso, São Paulo fica atrás da Bahia no total de beneficiários. Pernambuco fecha o Top 3 com 1.473.921 famílias, seguido por Minas Gerais (1.426.366) e Rio de Janeiro (1.412.759).
Aliás, quem precisa consultar o calendário completo de pagamentos pode conferir detalhes em Bolsa Família antecipado em fevereiro de 2026.
Nordeste concentra maior número de estados no topo
A região Nordeste domina o ranking nacional. Além da Bahia e Pernambuco, estados como Ceará (1.348.410) e Maranhão (1.156.990) também aparecem entre os dez maiores volumes do país.
Esse cenário reflete a concentração histórica de programas de transferência de renda na região. Os índices socioeconômicos mais sensíveis do Nordeste explicam a maior demanda pelo benefício quando comparado a outras áreas.
No Norte, o Pará lidera com 1.260.675 famílias, seguido pelo Amazonas com 596.991. Já no Centro-Oeste, Goiás aparece com 440.490 famílias. A região Sul apresenta números mais equilibrados: Paraná registra 547.298, Rio Grande do Sul 524.783 e Santa Catarina 205.101.
No final das contas, os cinco primeiros estados concentram boa parte do total de famílias atendidas. Os dados mostram que fatores sociais e econômicos continuam sendo determinantes na distribuição regional do programa. E mesmo com o piso nacional definido, a composição familiar faz toda a diferença no valor final recebido.
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