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NFT do Bored Ape de Justin Bieber cai de US$ 1,2 milhão para US$ 12 mil

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Cantor pagou US$ 1,2 milhão por token em 2022, que hoje vale apenas US$ 12 mil; coleção inteira sofreu retração brutal desde o estouro da bolha

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O NFT do Bored Ape que Justin Bieber comprou por US$ 1,2 milhão em janeiro de 2022 agora vale cerca de US$ 12 mil. A queda representa uma desvalorização de quase 99,99% em apenas quatro anos. O que antes era símbolo de status virou exemplo claro do estouro da bolha de colecionáveis digitais.

Na época, o cantor desembolsou 500 ETH pelo exemplar #3001 da coleção Bored Ape Yacht Club. A compra ganhou destaque nas redes sociais e foi vista como mais um indício de que os NFTs haviam conquistado as celebridades. Mas o mercado mudou rápido.

Quando a euforia virou pó

Entre 2020 e 2022, os NFTs movimentaram bilhões de dólares. A coleção Bored Ape Yacht Club se destacou ao oferecer mais do que arte digital: quem comprava ganhava acesso a um clube exclusivo, com eventos e experiências para membros.

Ao lado dos CryptoPunks, os Bored Apes viraram ícones do boom. Em 2021, o mercado registrou mais de US$ 40 bilhões em volume de negociações. Era escassez digital misturada com especulação em alta velocidade.

No entanto, a realidade bateu forte. Com a desaceleração do mercado cripto, alta das taxas de juros e redução da liquidez, o apetite por ativos especulativos despencou. Os NFTs perderam relevância e os preços derreteram. Hoje, a capitalização total desse mercado gira em torno de US$ 1,55 bilhão — uma fração do que já foi.

Por que o token de Bieber chamava atenção

O BAYC #3001 tinha características raras dentro da coleção. Alguns analistas da época até comentaram que o avatar possuía traços que lembravam o próprio cantor, o que pode ter pesado na decisão de compra.

Ainda assim, a correção não poupou ninguém. Praticamente toda a coleção sofreu retração brutal. O diferencial do token de Bieber é o fator celebridade, que pode manter algum valor simbólico acima do preço mínimo de mercado.

Aliás, essa não é a primeira vez que celebridades enfrentam perdas pesadas com NFTs. Como mostramos em artigos anteriores sobre o mercado cripto, a volatilidade extrema atinge tanto investidores comuns quanto famosos.

Outras coleções também afundaram

Os Bored Apes não foram os únicos a sofrer. Coleções como Pudgy Penguins e outras que bombaram em 2021 também registraram perdas relevantes desde o pico. Embora alguns projetos tentem se reinventar, o entusiasmo generalizado sumiu.

Diferentemente do Bitcoin, que passou por ciclos de alta e baixa mas manteve relevância estrutural, os NFTs ainda não recuperaram a narrativa que os sustentava. O mercado opera com volumes muito inferiores aos do auge.

Há espaço para recuperação?

A Yuga Labs, empresa responsável pela coleção, ainda aposta na ideia de exclusividade. A companhia anunciou planos para abrir um clube físico em Miami voltado apenas aos detentores dos tokens — uma tentativa de reforçar o conceito de comunidade e utilidade real.

Mas o desafio é grande. O mercado precisaria recuperar confiança, liquidez e narrativa para reviver o interesse em massa. Por enquanto, os NFTs seguem vistos com cautela.

No final das contas, o caso de Justin Bieber virou símbolo do ciclo clássico de ativos especulativos: euforia, valorização rápida, exposição midiática e, depois, correção brutal. Um lembrete de que inovação e volatilidade andam lado a lado no universo cripto.

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