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“Perdi R$ 23 mil com ações do Magazine Luiza”. Conheça a história de Danilo Souza

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A pandemia prejudicou ações de praticamente todas as empresas listadas nas bolsas de valores (B3). Os setores ainda sofrem para se recuperar, um exemplo é o setor de varejo, dos shoppings e das companhias aéreas e de viagens.

O Ibovespa, que tinha subido 17% em 2022 até abril, já devolveu quase todo o ganho ficando cada vez mais distante dos 130 mil pontos vistos em junho de 2021.

Os mais afetados são justamente aqueles que investiram na renda variável pela primeira vez (investidores pessoas físicas). Segundo dados B3, o Brasil superou à marca de 5 milhões de investidores pessoas físicas na bolsa de valores.

Entre o pânico e a euforia, a bolsa de valores está repleta de histórias de prejuízos.

Perdi R$ 23 mil com ações do Magazine Luiza

É o caso do Danilo Souza, de 25 anos, que investiu R$ 26 mil reais em ações do Magazine Luiza e hoje ele tem apenas R$ 3 mil na conta da corretora, prejuízo passa dos 80% em poucos meses.

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Seduzido por comentários de amigos, propagandas de corretoras, buscou informações e, em janeiro do ano passado, estreou na B3 comprando ações da Magalu, juntando-se muitos investidores pessoas físicas que buscavam um rendimento melhor que a poupança.

“Eu coloquei aproximadamente R$ 26 mil e perdi R$ 23 mil. Foi muito rápido, (você) ‘cresce o olho ali’. Você vê a maioria das corretoras indicando, depois, de uma hora para a outra, você perde praticamente tudo”. Disse Danilo.

Magazine não está sozinha. As concorrentes também sofrem, como por exemplo, a Via (VIIA3), dona das Casas Bahia e do Ponto, e a Americanas. O contínuo aumento da inflação, Taxa Selic em 12,75% ao ano, desemprego em alta e concorrência acirrada foram um duro golpe para as varejistas.

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“Dói ver o dinheiro derreter”, diz Guilherme*, de 30 anos.

Engenheiro Civil, perdeu o equivalente a R$ 40 mil com suas aplicações em renda variável, que somavam, por sua vez, 60% de tudo o que havia economizado. Ele começou a investir nesse mercado em 2020 e contava com a ajuda dos amigos e com o material sobre o mercado financeiro que achava na Internet.

A crise não é só no Brasil

Bolsas dos EUA sofrem debandada de investidor pessoa física. A influência deles no mercado diminuiu este ano, quando a postura mais agressiva do banco central dos EUA e a guerra na Ucrânia aumentaram a atividade entre as grandes gestoras de recursos.

O índice de referência S&P 500 agora está 18% abaixo de seu recorde de fechamento de 3 de janeiro. Já a Bolsa brasileira registra maior sequência de baixas desde a crise que derrubou o governo Dilma.

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