Mercado de Ações
Perdeu dinheiro? Essas são as 5 ações que mais afundaram em abril

O Ibovespa bateu um recorde histórico em 14 de abril — 199.354,81 pontos. Quem olha só para esse número vê um mês vencedor. Quem estava posicionado em imobiliário ou educação viveu abril de um ângulo completamente diferente.
Ibovespa no topo, setores no fundo
O índice recuou para 187.317,64 pontos após a máxima histórica, e o dólar comercial cedeu 0,99%, encerrando a 4,952. No pregão, os dois setores mais castigados do mês até ensaiaram recuperação — mas o acumulado não perdoa.
Cinco ações concentram as maiores destruições de valor do período. Todas fecharam o dia no positivo. Todas acumulam perdas de dois dígitos no mês.
As 5 ações que mais caíram em abril
CYRE4 — queda de 19,44% no mês A maior baixa do grupo. A construtora subiu 1,28% no pregão e fechou a R$ 21,34 — mas o mês inteiro pesa contra ela.
CURY3 — recuo de 18,56% no período Mesma dinâmica. Alta diária de 2,52%, cotada a R$ 30,06. O desempenho do dia não chega perto de compensar o que abril apagou.
YDUQ3 — desvalorização de 18,04% no mês Única representante do setor educacional na lista. Avançou 2,07% no pregão e fechou a R$ 9,86 — mas abril foi particularmente hostil para o papel.
CYRE3 — baixa de 17,64% acumulada A versão ordinária da Cyrela também sangrou. Alta de apenas 0,38% no dia, negociada a R$ 23,49.
MBRF3 — queda de 16,16% no período Fecha a lista com variação positiva irrisória de 0,23% no pregão, cotada a R$ 17,43. No acumulado, o número não muda a história.
O que o recorde do Ibovespa não mostra
Índice bate máxima histórica e ações despencam dois dígitos no mesmo mês — essa contradição tem explicação técnica, mas o investidor que sente no bolso não se consola com ela.
O Ibovespa é uma média ponderada. Quando os gigantes sobem, o índice sobe — independente do que acontece nos setores menores. Imobiliário e educação não têm peso suficiente para mover o índice, mas têm peso mais que suficiente para mover o portfólio de quem concentrou posição neles.
O dado que fica no ar: se o índice já corrigiu de 199 mil para 187 mil após o recorde, e esses setores já acumulam quedas de até 19% — o quanto do ajuste ainda está por vir?
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