Mercado de Ações
Oi quebra: 210 mil investidores podem perder todo dinheiro investido

A Oi chegou ao fim de agosto sem dinheiro para cobrir despesas essenciais da operação. Com o caixa no limite, a falência foi decretada e a B3 suspendeu a negociação das ações da companhia.
Para quem ainda carregava OIBR3 ou OIBR4 na carteira, o cenário agora é bem diferente.
Mais de 210 mil pessoas tinham ações da Oi
Dados da B3 mostram que 210.446 investidores pessoa física tinham ações da Oi. A lista inclui ainda 1.773 pessoas jurídicas e 87 investidores institucionais. No total, cerca de 323,66 milhões de ações estavam em circulação.
Isso não quer dizer que todos esses investidores perderam automaticamente 100% do dinheiro aplicado. Mas recuperar alguma coisa ficou difícil.
O motivo está na ordem de pagamento da falência.
Quem compra uma ação é sócio da empresa. Quando uma companhia quebra, os credores recebem primeiro, seguindo a ordem prevista em lei. Só depois entra o acionista, e apenas se ainda houver patrimônio disponível.
Se nada restar, a ação termina sem valor.
As ações da Oi já valiam centavos
A situação não chegou a esse ponto de repente. Preços assim costumam chamar atenção justamente porque passam uma sensação de que a ação está barata. É aí que mora um dos problemas das chamadas penny stocks.
São ações negociadas por valores muito baixos, muitas vezes abaixo de R$ 1. Só que preço baixo e ação barata não são a mesma coisa.
O risco de comprar uma ação por centavos
Penny stocks podem subir ou cair muito em pouco tempo. Algumas também têm pouca liquidez, o que significa que vender pelo preço desejado nem sempre é fácil.
Se a empresa já está endividada ou atravessa uma crise financeira, comprar apenas porque a ação custa centavos pode aumentar ainda mais o risco.
Uma ação que caiu de R$ 1 para R$ 0,10, por exemplo, pode dar a impressão de que já caiu tudo o que tinha para cair. Não é assim. Mesmo valendo dez centavos, ainda pode perder 100% do valor restante.
É justamente esse risco que agora pesa sobre quem permaneceu com ações da Oi. Com a falência decretada e os negócios suspensos, qualquer valor que eventualmente chegue aos acionistas dependerá primeiro do pagamento dos credores.
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