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Quebra da Oi faz ações caírem quase 50% no dia

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Foto: Divulgação

A confirmação da falência da Oi acentuou a pressão vendedora. No pregão, OIBR3 desabou e fechou a centavos, a R$ 0,18, queda de 35% no dia. A preferencial OIBR4 recuou 47%, para R$ 2,43. Portanto, o mercado precificou risco elevado e incerteza sobre os próximos passos.

Queda no pregão

A decisão judicial cristalizou um cenário já frágil. Investidores correram para reduzir exposição, além disso, a liquidez típica de papéis muito baratos amplia a volatilidade.

Linha do tempo: da privatização à falência

A história da Oi começa em 1998, com a privatização da Telebrás. A companhia assumiu, de saída, cerca de 64% do território brasileiro.

O ciclo de expansão foi agressivo: em 2008, entrou na telefonia móvel em São Paulo; em 2009, incorporou a BrT; em 2010, tornou-se uma operadora nacional de grande porte. Em 2012, após reestruturação, as ações passaram a negociar na B3 e na NYSE.

A partir de 2019, a empresa migrou o foco para fibra ótica. Em 2022, vendeu os ativos móveis. Em 2025, com o plano de recuperação judicial aprovado, concluiu a venda das unidades ClientCo e TvCo para concentrar esforços no mercado corporativo — um movimento enxuto e estratégico, mas apertado financeiramente.

Investigações e decisões judiciais: o que ficou

Em 2019, a Operação Lava Jato, na fase Mapa da Mina, investigou repasses supostamente irregulares de R$ 172 milhões da Oi à Gamecorp, ligada a Fábio Luís Lula da Silva. Procuradores apontaram possível propina e contratos inflados; por exemplo, haveria sustentação de despesas do sítio de Atibaia.

O caso, contudo, perdeu tração. Em 2021, foi arquivado por falta de provas e por nulidades processuais, como a suspeição de Sergio Moro. Em 2022, a Justiça de São Paulo trancou a ação. Vale lembrar: arquivamento não significa confirmação das acusações, e a discussão jurídica se encerrou naquele momento.

O que observar daqui para frente

O processo de falência tende a priorizar liquidação e preservação mínima das operações, para evitar descontinuidade abrupta. Além disso, credores e eventuais interessados em ativos específicos podem ditar o ritmo dos leilões.

Para o investidor, a dinâmica é de alto risco: preços baixos aumentam a oscilação e qualquer novidade processual pode mexer com as cotações. Portanto, cautela e horizonte claro são essenciais.

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