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Queda, frustração e perdas: veja as ações que mais desapontaram

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Gráfico de investimentos Money Invest

O Brasil deve chegar a 2026 com quase 70 milhões de investidores, segundo projeção da Anbima. Com o mercado de renda variável em alta, muitos entraram na bolsa sem preparo — e alguns ativos cobraram caro por isso. Confira os casos de maior destruição de valor recente na B3 e o que eles têm em comum.

Quedas que destruíram capital na bolsa

Magazine Luiza (MGLU3): de ícone do varejo a queda de 97%

O caso da Magazine Luiza é emblemático. As ações chegaram a atingir máximas históricas e viraram símbolo do varejo digital brasileiro. No entanto, acumulam queda de 97% em cinco anos. Hoje, os papéis são negociados a R$ 4,58 — o menor patamar desde o topo histórico.

Oi (OIBR3): de R$ 21 a menos que uma bala

A Oi percorreu caminho semelhante, porém em ritmo ainda mais acelerado. Em 2023, as ações ordinárias chegaram a R$ 21. Atualmente, valem R$ 0,12 — menos que uma bala. Além disso, a empresa está praticamente falida e continua listada na B3, o que atrai especulações pontuais com resultado favorável para pouquíssimos.

Americanas (AMER3): o caso mais extremo do grupo

As Americanas concentram a queda mais expressiva do conjunto. Nos últimos cinco anos, os papéis acumularam desvalorização de 99,97%. Como resultado, quem manteve posição ao longo do processo de recuperação judicial viu o capital praticamente desaparecer.

Hapvida e o risco de comprar ação no momento errado

Hapvida (HAPV3): 72% de queda em doze meses

A Hapvida ilustra outro padrão: o da queda rápida após período de euforia. Há um ano, os papéis eram negociados a R$ 37,42. Em apenas doze meses, portanto, a ação perdeu 72% e chegou a R$ 10,43 — movimento que surpreendeu investidores atraídos pelo histórico recente da companhia.

Esse padrão, aliás, aparece em outros setores. No turismo, por exemplo, a CVC (CVCB3) figura entre as maiores destruições de valor da bolsa brasileira, com queda também próxima de 97% — o que reforça que o problema não é setorial, mas estrutural.

O que esses casos ensinam sobre risco na renda variável

Popularidade não é sinônimo de qualidade

Nenhum desses ativos era obscuro quando concentrava atenção do mercado. Todos tinham visibilidade, cobertura de analistas e narrativa de crescimento. Ainda assim, o problema, em geral, não foi falta de informação — foi excesso de confiança no momento de entrada.

Educação financeira como filtro de decisão

A educação financeira não elimina risco, mas reduz consideravelmente a chance de decisões tomadas no calor do entusiasmo. Com quase 70 milhões de investidores projetados para 2026, a tendência é que novos casos como esses se repitam — e que os mais expostos sejam, mais uma vez, justamente quem entrou por último.

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