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Oi está na UTI respirando com ajuda de aparelhos

A Oi ganhou notoriedade após a 69ª fase da Operação Lava Jato em 2019. O Ministério Público Federal (MPF) investigava repasses de mais de R$ 100 milhões do grupo Oi/Telemar para empresas de Fábio Luís Lula da Silva, um dos filhos do ex-presidente Lula.
De acordo com o MPF, o grupo Oi/Telemar foi responsável por 74% do faturamento da Gamecorp entre 2005 e 2016. A empresa não possuía mão de obra e ativos suficientes para prestar os serviços.
Na época, a Polícia Federal (PF) chegou a pedir as prisões temporárias de Fábio Luis e outros cinco diretores do grupo. Porém, a Juíza Substituta Gabriela Hardt, da 13ª Vara da Justiça Federal, em Curitiba, entendeu que as prisões não eram necessárias com base em um parecer do Ministério Público Federal (MPF).
A operação foi então paralisada, pois o Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF-4) decidiu que ela deveria tramitar em São Paulo. Posteriormente, a Justiça Federal de São Paulo decidiu encaminhar o caso ao Rio de Janeiro, e a investigação acabou emperrada.
Fim da primeira recuperação judicial
A Oi entrou em recuperação judicial pela primeira vez em 2016. Após 6 anos e meio de recuperação, em dezembro de 2022, a empresa anunciou o fim da RJ, alegando estar pronta para iniciar uma nova fase.
Cerca de 3 meses após o anúncio da companhia sobre o encerramento da 1ª recuperação judicial, a Oi solicitou sua 2ª recuperação judicial, com dívidas estimadas em R$ 43,7 bilhões.
Oi está na UTI
Investidores comparam a situação da Oi a de um paciente em estado terminal internado na UTI de um hospital. Esta analogia é usada para ilustrar a gravidade da crise financeira que a empresa enfrenta.
A dívida total é de 65 bilhões de reais, o segundo maior caso da história do Brasil.
As causas que levaram a Oi a chegar a um ponto de insolvência são complexas. Ela é a concessionária de telefonia fixa responsável por atender praticamente todo o território brasileiro, carregando consigo obrigações, responsabilidades e o peso do regulador.
Ações da Oi em queda livre

Por volta das 12h41, as ações da Oi eram comercializadas a R$ 1,28 na B3, a Bolsa de Valores do Brasil, representando uma queda de 19,50% em relação ao fechamento de ontem.
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