Criptomoedas
De US$ 67 a US$ 126 mil: a trajetória do Bitcoin que ninguém consegue ignorar
Apesar da pressão vendedora atual e de uma retração de 48% em relação ao topo histórico, o desempenho de longo prazo do ativo segue sendo difícil de ignorar

Em julho de 2013, o Bitcoin valia US$ 67,81. Hoje, mesmo com o preço bem abaixo do pico, o ativo acumula valorização de 97.055% desde aquela época. Esse número resume a trajetória improvável de uma tecnologia que muita gente descartou antes mesmo de entender.
A ideia por trás do Bitcoin nunca foi complicada. Satoshi Nakamoto propôs um sistema de pagamentos sem banco, sem intermediário e com oferta fixa de 21 milhões de unidades — justamente para evitar a corrosão que o tempo impõe às moedas tradicionais. O que parecia um experimento acabou se tornando uma das maiores histórias de valorização da história financeira recente.
De centavos a centenas de milhares de dólares
Um dos exemplos mais citados é o de Jered Kenna, que comprou Bitcoin a US$ 0,20 e vendeu anos depois por US$ 250 — já um retorno expressivo. O que ele não sabia é que a cotação chegaria, eventualmente, a US$ 198 mil.
Histórias assim não são regra, mas ilustram bem o comportamento do ativo ao longo do tempo: ciclos intensos de queda seguidos de recuperações que superam os topos anteriores. Além disso, em cada correção relevante, surgem previsões de colapso. Até agora, porém, o histórico respondeu de forma diferente.
Bitcoin caiu 48%
O Bitcoin atingiu US$ 126.080 em 6 de outubro de 2025 — seu recorde mais recente. Desde então, o preço recuou cerca de 48%. Para quem comprou próximo ao topo, a sensação é de perda pesada.
Em perspectiva histórica, no entanto, recuos dessa magnitude já ocorreram outras vezes sem interromper a trajetória de longo prazo do ativo. Esse padrão não garante nada, mas serve de referência importante para quem analisa o Bitcoin além do curtíssimo prazo.
O que está travando o mercado agora
No cenário atual, o movimento segue contido. Uma barreira de preço entre US$ 69.000 e US$ 70.000 resiste ao avanço do mercado. Compradores atuam nessa faixa, mas ainda sem força suficiente para virar o jogo.

Parte dessa hesitação vem do ambiente macropolítico. A possibilidade de um ataque norte-americano ao Iraque mantém os investidores em modo de cautela — o que, historicamente, reduz o apetite por ativos de maior risco, incluindo criptomoedas.
O que isso muda para quem acompanha o ativo
O Bitcoin continua sendo um ativo de alta volatilidade e sem garantia de resultado. Mesmo assim, para quem observa os números com uma janela mais longa, a narrativa é bem diferente da que domina os momentos de pressão.
O desafio agora é técnico e também emocional: manter o foco enquanto o mercado testa zonas de suporte que vão definir o próximo movimento relevante.
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