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Correios em crise: má gestão e taxa das blusinhas agravam situação da estatal

É iminente o risco de colapso dos Correios, que, após anos no azul, voltou a sofrer uma grave crise durante a gestão de Luiz Inácio Lula da Silva. A estatal, comandada por Fabiano Silva dos Santos, acumula problemas de má gestão, registrando prejuízos significativos após anos de resultados positivos no governo anterior.
A deterioração nas contas da estatal é evidente. Em janeiro, o prejuízo alcançou R$ 424 milhões, o maior registrado para o mês em toda a história da empresa. A situação tornou-se ainda mais dramática, e os efeitos da péssima gestão dos Correios começaram a impactar os mais vulneráveis: os funcionários.
Além da má administração, o imposto sobre importações de produtos do exterior, conhecido como “taxa das blusinhas“, contribuiu para uma queda significativa na arrecadação dos Correios. Em 2024, a estatal deixou de arrecadar cerca de R$ 2,2 bilhões. Em outras palavras, além de penalizar os consumidores com mais impostos, o governo Lula fez com que a estatal arrecadasse menos, já que a tributação reduziu o volume de compras.
Atualmente, a “taxa das blusinhas” aplica uma alíquota de 20% de Imposto de Importação para mercadorias de até 50 dólares. Para compras entre esse valor e 3 mil dólares, a alíquota é de 60%, com um desconto de 20 dólares.
A taxa, que seria uma tentativa de equilibrar as contas públicas, acabou penalizando os brasileiros e prejudicando ainda mais os Correios. Vale lembrar que, no governo Bolsonaro, a estatal registrou superávit financeiro, com lucros de R$ 1,53 bilhão em 2020 e R$ 2,3 bilhões em 2021.
Hoje, os Correios enfrentam uma situação de “pré-insolvência”, como noticiou a revista Veja. A possibilidade de atrasos no pagamento de salários pode ocorrer a qualquer momento, reflexo da grave crise financeira da estatal.
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