Mercado de Ações
Citi rebaixa Braskem para venda, corta preço-alvo em 61% e ação cai 10%

O Citi derrubou sua recomendação para a Braskem (BRKM5) de neutra para venda com classificação de alto risco — e o novo preço-alvo diz mais do que qualquer nota: R$ 4,50, ante os R$ 11,50 anteriores. Uma redução de 61% na estimativa do banco, para um papel que já negocia a R$ 6,14.
Citi vê espaço para queda mesmo após derretimento de 47%
BRKM5 acumula recuo de 47% nos últimos 30 dias e caía quase 10% no momento da publicação. Ainda assim, o banco americano entende que o preço atual segue acima do que os fundamentos justificam.
A lógica é direta: com o novo alvo em R$ 4,50, o Citi projeta uma queda adicional de aproximadamente 27% a partir do nível em que as ações eram negociadas. O rebaixamento não é apenas um ajuste de expectativa — é um sinal de que o banco não vê catalisador positivo no horizonte próximo.
Spreads comprimidos e caixa negativo no centro da análise
O argumento técnico do Citi gira em torno de dois vetores de pressão. O primeiro é a compressão dos spreads petroquímicos, que reduz diretamente a margem operacional da companhia. O segundo é o aumento das necessidades de capital de giro, que agrava o consumo de caixa.
O resultado esperado: fluxo de caixa livre negativo nos próximos períodos. Para uma empresa com o perfil de endividamento da Braskem, essa combinação deixa pouca margem de manobra.
O movimento da BRKM5 coloca a empresa entre as ações que mais desapontaram na bolsa nos últimos meses — num cenário em que o setor petroquímico segue pressionado globalmente.
O que o preço-alvo de R$ 4,50 revela
Um preço-alvo abaixo da cotação de mercado já seria suficiente para justificar cautela. Mas a magnitude do corte — de R$ 11,50 para R$ 4,50 em uma única revisão — indica que o Citi atualizou de forma profunda suas premissas para a companhia, não apenas calibrou uma projeção.
Para o investidor, o dado concreto é este: mesmo após uma queda expressiva, o banco americano ainda não enxerga o papel como barato.
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