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Ranking do prejuízo: As 10 ações que mais afundaram na Bolsa em 2025

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Imagem de Tumisu / Pixabay
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Em meio a juros ainda elevados, desaceleração econômica e ajustes internos nas empresas, alguns papéis despencaram e chamaram a atenção do mercado. Não foi um tombo isolado. Foi um conjunto de fatores — operacionais, setoriais e macroeconômicos — pesando ao mesmo tempo.

As 10 ações que mais afundaram na Bolsa em 2025

PosiçãoAçãoPreço (R$)Variação em 2025
RAIZ40,81-61,97%
HAPV314,38-55,82%
BRKM57,38-38,35%
NATU37,69-38,33%
BRAV315,46-34,96%
CSAN35,28-34,16%
RECV310,77-31,23%
VAMO33,29-28,48%
SUZB350,81-18,57%
10ºRAIL314,44-15,31%

A seguir, você confere as ações que mais caíram em 2025, com percentual de queda no ano e valor atual, que ajuda a entender por que o mercado virou as costas para esses papéis.

RAIZ4 lidera o ranking negativo de 2025

A Raízen (RAIZ4) ocupa o primeiro lugar entre as maiores quedas do ano. A ação acumula desvalorização de 61,97% em 2025 e é negociada atualmente a R$ 0,81.

O mercado passou a precificar com mais dureza os problemas de margem, o nível de endividamento e os desafios operacionais no segmento de energia e biocombustíveis. O resultado foi uma perda severa de confiança, refletida diretamente no preço do papel.

HAPV3 sofre com custos altos e pressão regulatória

A Hapvida (HAPV3) também vive um dos piores anos de sua história recente. As ações caem 55,82% em 2025, cotadas hoje a R$ 14,38.

A empresa enfrenta um combo difícil: custos médicos elevados, dificuldades na integração de aquisições passadas e um ambiente regulatório mais rígido. Para o investidor, o risco aumentou — e o desconto veio rápido.

BRKM5 afunda com incertezas estratégicas

A Braskem (BRKM5) acumula queda de 38,35% no ano, com ações negociadas a R$ 7,38.

Aqui, o problema vai além do operacional. Governança, passivos ambientais e indefinições sobre o futuro do controle da companhia seguem no radar. Enquanto essas questões não avançam, o mercado prefere ficar de fora.

NATU3 sente o peso do consumo fraco

A Natura (NATU3) aparece logo atrás, com desvalorização de 38,33% em 2025 e preço atual de R$ 7,69.

O papel reflete um cenário de consumo mais fraco, dificuldades na execução da reestruturação e desafios para recuperar margens em mercados estratégicos. O investidor cobra resultados — e eles ainda não vieram.

BRAV3 perde valor apesar de altas pontuais

A Brava Energia (BRAV3) registra queda de 34,96% no ano, sendo negociada a R$ 15,46.

Mesmo com alguns períodos de recuperação ao longo de 2025, o papel segue pressionado pela volatilidade do setor de energia e pela percepção de risco em projetos de médio e longo prazo.

CSAN3 sofre com alavancagem e juros altos

As ações da Cosan (CSAN3) recuam 34,16% em 2025, cotadas a R$ 5,28.

O mercado reagiu negativamente ao nível de alavancagem e ao impacto dos juros elevados sobre um grupo altamente exposto a investimentos intensivos em capital. O desconto virou regra.

RECV3 acompanha a volatilidade do petróleo

A PetroRecôncavo (RECV3) acumula perda de 31,23% no ano, com preço atual de R$ 10,77.

Oscilações no preço do petróleo, ajustes operacionais e maior cautela com empresas independentes do setor explicam a queda. O investidor passou a exigir mais previsibilidade.

VAMO3 segue pressionada pelo custo do dinheiro

A Vamos (VAMO3) registra desvalorização de 28,48% em 2025, negociada hoje a R$ 3,29.

O aumento do custo de capital, combinado com juros altos, afetou diretamente o modelo de negócios da companhia, baseada em financiamento e locação de ativos.

SUZB3 recua mesmo sendo líder global

A Suzano (SUZB3) também não escapou do movimento negativo. As ações caem 18,57% no ano, cotadas a R$ 50,81.

Apesar da posição dominante no setor de papel e celulose, a empresa sofre com oscilações nos preços internacionais da celulose e variações cambiais que pressionam resultados.

RAIL3 fecha a lista das maiores quedas

A Rumo (RAIL3) completa o ranking, com queda de 15,31% em 2025 e preço atual de R$ 14,44.

Custos operacionais elevados, investimentos pesados em infraestrutura e sensibilidade ao ciclo econômico ajudaram a manter o papel sob pressão ao longo do ano.

O que esse ranking revela ao investidor

As maiores quedas de 2025 deixam um recado claro: tamanho e histórico não blindam uma empresa contra ciclos ruins. Para quem investe, o ranking funciona como alerta — e também como ponto de partida para analisar possíveis oportunidades, sempre com cautela, fundamentos na mesa e olhar de longo prazo.

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