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Cardano (ADA) perde lugar no Top 10 das criptomoedas

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Foto de Kanchanara / Unsplash.

Durante muito tempo, bastava olhar para o ranking das criptomoedas para encontrar a Cardano entre os gigantes do mercado. Hoje, esse cenário mudou. Silenciosamente, o projeto perdeu força, espaço e, principalmente, a atenção dos investidores — um movimento que começa a levantar alertas importantes.

A saída do Top 10 não aconteceu por acaso. Pelo contrário, ela reflete uma combinação de fatores técnicos, falta de tração e expectativas que ficaram pelo caminho.

Cardano enfrenta resistência e perde fôlego no curto prazo

No gráfico, a situação segue delicada. A Cardano ainda precisa romper resistências relevantes em US$ 0,3621 e US$ 0,3824 para recuperar a confiança do mercado. Contudo, o momentum atual continua fraco, o que aumenta o risco de um novo recuo em direção à região de US$ 0,33.

Além disso, a ausência de catalisadores claros pesa contra o ativo. O preço anda de lado há meses, enquanto outras criptomoedas conseguem capturar narrativas mais fortes e volumes mais consistentes. Nesse sentido, a paciência do investidor começa a se esgotar.

Estagnação prolongada afeta a percepção do mercado

Embora o projeto mantenha um discurso focado em desenvolvimento de longo prazo, a realidade do mercado é implacável. A Cardano depende quase exclusivamente de planos estruturais que demoram a sair do papel. Enquanto isso, o ecossistema permanece praticamente parado.

Consequentemente, o token perdeu competitividade dentro do próprio mercado cripto. Hoje, a Cardano já não disputa atenção com blockchains de primeira linha — e passou a ser superada até por ativos puramente especulativos.

Dogecoin ultrapassa Cardano e expõe fragilidade

Um dos sinais mais simbólicos dessa perda de relevância veio com a ultrapassagem da Dogecoin em valor de mercado. A memecoin, criada como brincadeira, conseguiu manter engajamento, liquidez e visibilidade — algo que faltou à Cardano nos últimos ciclos.

Como resultado, o token ADA, que já figurou entre os três maiores do mundo, agora ocupa apenas a 11ª posição no ranking global de criptomoedas. Para muitos investidores, esse número fala mais alto do que qualquer promessa futura.

De projeto ambicioso a coadjuvante do mercado

Anos atrás, o discurso era outro. O fundador Charles Hoskinson chegou a traçar metas ambiciosas para desafiar diretamente o Ethereum. A proposta era clara: posicionar a Cardano como uma blockchain robusta, escalável e um símbolo das criptomoedas “Made in USA”.

Entretanto, o tempo passou. O Ethereum avançou, consolidou-se como a segunda maior criptomoeda do mundo e ampliou seu ecossistema. Já a Cardano, por outro lado, perdeu protagonismo e ficou à margem das grandes narrativas do setor.

O que esperar da Cardano daqui para frente?

O futuro da Cardano dependerá menos de promessas e mais de entregas concretas. O mercado exige aplicações reais, usuários ativos e crescimento mensurável. Sem isso, a tendência é que o ativo continue pressionado, especialmente em um ambiente cada vez mais competitivo.

Portanto, para voltar ao radar dos investidores, a Cardano precisará provar — e não apenas prometer — que ainda tem um papel relevante no ecossistema cripto.

Conclusão: alerta ligado para investidores

A perda do Top 10 não representa o fim da Cardano, mas funciona como um sinal claro de alerta. Em um mercado dinâmico, ficar parado custa caro. E, neste momento, o custo está sendo cobrado em forma de relevância, preço e confiança.

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