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BC lança cédula de R$200 e diz que, sem ela, Brasil poderia ter falta de dinheiro

BRASÍLIA (Reuters) – Sem a criação da polêmica cédula de 200 reais, lançada oficialmente nesta quarta-feira, o país poderia viver problema de falta de dinheiro em espécie em meio ao aumento da demanda gerado pela pandemia da Covid-19, afirmou a diretora de Administração do Banco Central, Carolina Barros.
“Diversos cenários de estresse foram modelados pela equipe econômica do BC e ficou claro que, se nenhuma medida incisiva fosse tomada, poderíamos sim ter falta de numerário”, disse ela, acrescentando que o problema poderia gerar dificuldade de acesso de grande parte da população a itens de consumo básico.
Projeções do BC indicavam a necessidade de um adicional de 105,9 bilhões de reais, em valor financeiro, que precisaria ser gerado em um espaço de cinco meses para fazer frente à demanda. O número veio como um adicional à encomenda de novas cédulas e moedas já previstas para o ano, da ordem de 64 bilhões de reais.
Barros justificou que a impressão de notas de 100 reais não seria uma alternativa factível, considerando a necessidade de gerar maior volume financeiro em menor espaço de tempo.
Também presente no evento, o presidente do BC, Roberto Campos Neto, frisou que o lançamento da nova cédula é resposta a mudanças provocadas pela pandemia de Covid-19, já que houve aumento expressivo da demanda da sociedade por dinheiro em espécie. “Outras nações viveram fenômeno semelhante.
Em momentos de incerteza, é natural que as pessoas busquem a garantia de uma reserva em dinheiro. Os programas de transferência de renda implementados para enfrentar os efeitos negativos da crise e a extensão do programa de auxílio emergencial também contribuem para essa maior demanda por dinheiro em espécie em nosso país”, disse Campos Neto.
“Além disso, com a crise, o ritmo de retorno das cédulas à rede bancária é menor, já que diminuiu a quantidade de transações presenciais no comércio”, completou ele. Segundo Campos Neto, uma cédula de maior valor já estava em pré-projeto desde o lançamento da segunda família de cédulas do real, em 2010.
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