Mercado de Ações
Banco do Brasil (BBAS3) cai 26% em 2025; Itaú BBA corta preço-alvo e alerta para riscos

O Itaú BBA emitiu um alerta e recomenda cautela. O banco reduziu o preço-alvo dos papéis de R$ 25 para R$ 23. Segundo os analistas, os lucros devem seguir pressionados, enquanto as despesas com provisões tendem a aumentar.
O principal motivo é a deterioração da carteira de crédito.
E não é só o agronegócio que preocupa, apesar de representar cerca de um terço da carteira. As margens dos produtores continuam apertadas. Na renovação de empréstimos, o risco de inadimplência cresce e reforça o cenário de cautela.
Para se proteger, a expectativa é que o Banco do Brasil mantenha provisões elevadas, chegando a R$ 56 bilhões até o ano fiscal de 2026.
Além dos problemas internos, existe a pressão externa. Investidores têm reduzido posição no BBAS3 diante do risco de sanções vindas dos Estados Unidos.
O banco está no centro do debate porque o controle acionário pertence à União. Na prática, o governo pode ignorar pressões externas. Só que os investidores não enxergam a situação da mesma forma — e isso aumenta a desconfiança.
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