Criptomoedas
Google entra de vez no mercado de criptomoedas e mira grandes bancos

A gigante de tecnologia apresentou uma nova solução para bancos que precisam guardar e movimentar criptomoedas com mais segurança.
O anúncio aconteceu durante um evento do Google Cloud em Nova York, voltado ao mercado de ativos digitais.
Por enquanto, o serviço está em testes. A previsão é que chegue ao mercado no início de 2027.
Google aposta na segurança das criptomoedas
O serviço recebeu o nome de Google Multi-Party Compute (MPC) e foi criado para proteger criptomoedas e ativos tokenizados, representações digitais de bens ou direitos.
Seu funcionamento é diferente dos sistemas que concentram a chave privada em um único lugar.
No MPC, a autorização das movimentações depende de diferentes sistemas, sem que uma máquina tenha acesso à chave completa.
A proposta é dificultar o trabalho de invasores. Mesmo que um dos sistemas seja comprometido, isso não significa que o criminoso conseguirá movimentar os ativos.
O Google ainda não informou quanto pretende cobrar pelo serviço, segundo o CoinDesk.
Alphabet já utiliza tecnologia com Ethereum e Solana
A tecnologia já começou a ser utilizada pela própria Alphabet, controladora do Google.
A empresa passou a proteger seus ativos digitais nas redes Ethereum e Solana com o novo sistema.
Mas não revelou quais criptomoedas possui nem os valores envolvidos.
Outras instituições financeiras também estão participando dos testes. Seus nomes, porém, continuam em sigilo.
Ao CoinDesk, Rich Widmann, diretor de estratégia de ativos digitais do Google Cloud, afirmou que os bancos precisam de uma infraestrutura segura e capaz de acompanhar o crescimento das operações em blockchain.
A empresa também trabalha com a possibilidade de atualizar a segurança do serviço para enfrentar futuras ameaças dos computadores quânticos.
Segundo o Google, essas mudanças poderão ser feitas sem que os bancos precisem reconstruir seus sistemas.
Ainda não há prazo definido.
Google entra na disputa com empresas de criptomoedas
O Google chega a um mercado que já tem concorrentes conhecidos, como Fireblocks, Fordefi e BitGo.
Essas empresas fornecem soluções para instituições que precisam armazenar e movimentar ativos digitais.
Para conquistar espaço, o Google aposta na experiência que já possui em segurança e no relacionamento com grandes bancos.
E o interesse das instituições financeiras por criptomoedas não é novidade.
Em setembro, o UniCredit estudava oferecer serviços de custódia e corretagem de ativos digitais.
O JPMorgan também planeja aceitar Bitcoin e Ether como garantia em empréstimos para clientes institucionais. Nesse caso, a custódia ficaria sob responsabilidade de uma empresa terceirizada.
É justamente nesse tipo de serviço que o Google pretende atuar.
A empresa quer fornecer a infraestrutura usada pelos bancos para proteger os ativos, sem precisar operar como uma corretora de criptomoedas.
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