Criptos
Criptomoedas caem com 76% de chance de ataque dos EUA antes de março
Realização de lucros coincide com alertas diplomáticos dos EUA e apostas crescentes de ataque ao Irã — cenário que pressiona ativos de risco


O Bitcoin voltou a ceder após um breve alívio no final do mês. A combinação de realização de lucros e tensão geopolítica crescente no Oriente Médio criou um ambiente mais hostil para ativos de risco — e as criptomoedas sentiram o impacto.
O gatilho mais recente veio de Washington. O embaixador americano em Jerusalém, Mike Huckabee, orientou funcionários não essenciais da embaixada a deixarem Israel. A representação segue operando, mas o comunicado acendeu um alerta: um possível ataque dos Estados Unidos ao Irã pode estar próximo.
Polymarket já precifica o conflito
No mercado de previsões Polymarket, plataforma que opera com criptomoedas, os números são diretos. A probabilidade de um ataque americano ao Irã acontecer em março chegou a 68%. A chance de a ofensiva ocorrer antes de março está em 76%.
Esses dados refletem o quanto o mercado já está antecipando um deterioração do cenário. E onde há incerteza, investidores costumam reduzir exposição a ativos voláteis — o que inclui o Bitcoin.
O que um conflito aberto mudaria
Especialistas apontam que uma escalada real teria efeitos imediatos nos mercados globais. O Irã sinalizou que pode responder atacando bases americanas na região e bloqueando o Estreito de Ormuz, uma das rotas mais estratégicas para o petróleo mundial.
Num cenário assim, a tendência histórica é clara: capital migra para posições defensivas. Dólar, ouro e títulos do governo costumam se beneficiar. Criptomoedas, por outro lado, costumam sofrer com esse movimento de fuga.
O preço do Bitcoin já havia subido mais de 7% em momento recente, arrastando outras criptomoedas. A correção atual mostra como esses ganhos podem ser frágeis diante de choques externos.
Quem está mais exposto agora
Investidores com posições alavancadas em Bitcoin e altcoins são os mais vulneráveis a uma nova onda de vendas. A volatilidade tende a aumentar justamente quando o noticiário geopolítico se intensifica — e os próximos dias prometem novos desdobramentos.
Para quem acompanha o mercado de perto, o momento pede atenção redobrada a notícias vindas do Oriente Médio. Qualquer escalada concreta pode provocar liquidações rápidas e quedas expressivas em questão de horas.
O mercado cripto nunca opera no vácuo. Quando o mundo real entra em colapso, os ativos digitais sentem — e às vezes antes de todo mundo.
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