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Bitcoin

Bitcoin – Como surgiu e quem a inventou?

Satoshi Nakamoto  é conhecido como seu inventor Bitcoin. Ninguém sabe na realidade quem é esta pessoa e se o seu nome é real ou apenas um pseudónimo.

Há quem defenda que foi um grupo de pessoas e não apenas uma. No artigo de 2008 que descreve o funcionamento da bitcoin o nome que aparece é o dele. Entre 2008 e 2009, altura do seu desaparecimento misterioso, apenas comunicava através de mensagens online.

No fórum online dedicado à Bitcoin, o fundador é descrito como sendo japonês. Mas o nível de inglês de Nakamoto (o relatório original da bitcoin foi escrito totalmente em inglês) era muito bom. Também a inexistência de referências ao Japão no seu trabalho acabam por dar a entender que poderemos estar muito longe da verdade no que toca ao seu inventor.

Quando  a Bitcoin foi apresentada em 2008 por Satoshi Nakamoto muitos se riram. Todos acharam que era mais uma daquelas coisas que iria morrer mais rapidamente do que começara.

Eu que comecei a operar na Bolsa portuguesa em 1993 achei o mesmo. Durante muito tempo olhei para a Bitcoin de forma desconfiada e nunca quis investir.

Mesmo após conselhos de vários amigos investir quando ela ainda valia em torno de 200 dólares. Se arrependimento matasse 😀

A Bitcoin foi a primeira a surgir e a que deu vida ao novo universo das criptomoedas.

Também por isso é a mais importante criptomoeda (ou criptodinheiro) que utiliza a criptografia para assegurar transações e para controlar a criação de novas unidades da moeda.

Todo este processo é feito por uma cadeia de processos que se chama de blockchain. A bockchain usa várias tecnologias para tornar o processo de transações seguro e de baixo custo. E para não passar por intermediários… os bancos.

Blockchain – O que é e como funciona?

De uma forma simples é como uma rede social. Vários utilizadores estão ligados e comunicam entre si.

Para evitar fraudes (utilizar as mesmas bitcoin mais do que uma vez fazendo vários pagamentos ao mesmo tempo com a mesma bitcoin) o sistema assenta numa base de dados distribuída – a blockchain – que regista todas as transacções feitas, e que é mantida pelo esforço colectivo dos vários computadores ligados à rede, a tal “rede social”.

A blockchain funciona como uma base de dados descentralizada, sendo o motor deste processo. Esta blockchain é usada por outras moedas e também para outros fins que não pagamentos.

Cada utilizador ligado à rede tem a sua cópia da blockchain. As novas transacções de bitcoins são agregadas em blocos e validadas pelos computadores ligados à rede. Estes competem para ver quem resolve mais rapidamente uma espécie de problema matemático.

Quando isso acontece, um novo bloco de transacções é acrescentado à cadeia de blocos já existente. E todos os utilizadores assumem como fidedigna a cadeia mais longa.

Este processo significa que não é preciso uma entidade central a validar as transacções. Assim, qualquer pessoa pode verificar toda a base de dados.

As emissões de bitcoins são feitas periodicamente, de forma automática. O dinheiro é atribuído ao computador que for mais rápido a resolver uma tarefa computacional, que é necessária para manter o próprio funcionamento da rede.

Um dos problemas da blockchain das bitcoins é que as transacções demoram mais tempo a serem processadas do que os pagamentos feitos no circuito financeiro tradicional. Porque têm de ser validadas pelos tais utilizadores descentralizados (a tal rede social). Isso evita que haja tentativas de pagar com o mesmo saldo várias coisas ao mesmo tempo.

O seu funcionamento acaba por ser um pouco complexo. Mas tratando-se de dinheiro teria sempre de ser.

Este artigo não se trata de explicar ou ensinar o processo em si. Interessa sim, saber é que é seguro. E isso é. Muitos defendem que é mais seguro do que muitos dos bancos online existentes.

Bitcoin e as Criptomoedas em geral

O conceito de trocar dinheiro real por moeda virtual (tokens) surgiu na década de 90.

Mas o conceito atual de criptomoedas nasceu em 2009 com a Bitcoin. São usados sistemas de encriptação para controlar a criação de moedas e a verificação de transacções.

Este conceito de usar dinheiro real para comprar o que era designado de tokens (ainda hoje usado) para utilizar num site ou jogo online foi o início da ideia.

A inovação é que os métodos de criptografia permitem que não exista uma entidade central (banco) responsável pelo dinheiro digital. Esta inovação é também uma das críticas e preocupações em relação á veracidade e longevidade das criptomoedas em geral, e da Bitcoin em particular.

As criptomoedas não tendo um repositório central, ficam fora do controlo das autoridades, preocupando bancos e governos.

Esta preocupação tem como fundamento de que as divisas sejam apenas utilizadas para fins ilegais, como fuga aos impostos, lavagem de dinheiro, financiamento de terrorismo, comércio de substâncias ilicitas, etc.

Quando fazemos um pagamento com uma nota de 50 Reais, estamos fazendo um pagamento que é rápido, barato, e quem não requer intermediários. Rápido, porque o tempo para a transação ser finalizada é o tempo de entregar a cédula ao vendedor. Barato porque porque não há taxas nesta transação. Sem intermediários porque não é necessário que nenhuma outra empresa participe deste processo, nem do lado do comprador, nem do lado do vendedor.

Com o surgimento do comércio eletrôncio, há uma grande mudança no relacionamento entre compradores e vendedores. Se pegarmos como exemplo um pagamento com boleto, este deixa de ser rápido, pois além do comprador ter que fazer que se dirigir ao banco para fazer o pagamento, o vendedor só receberá o dinheiro alguns dias depois. Este pagamento também tem um custo maior, dado que além do custo do boleto, o vendedor precisa ter uma conta bancária e o comprador, às vezes, tem que se deslocar para pagá-lo. Finalmente, sempre há o banco intermediando a transação, e às vezes, outras empresas como o Paypal, por exemplo.

Entender o Bitcoin é simples. Ele é uma tecnologia digital que permite reproduzir em pagamentos eletrônicos a eficiência dos pagamento com cédulas descrita acima. Pagamentos com bitcoins são rápidos, baratos e sem intermediários. Além disso, eles podem ser feitos para qualquer pessoa, que esteja em qualquer lugar do planeta, sem limite mínimo ou máximo de valor.

A necessidade destas “cédulas vituais”, já era discutida desde a própria criação do e-commerce e se materializou com o Bitcoin, criado em 2009, por um anônimo.

A tecnologia vem ganhando muitos adeptos mundialmente. Recentemente Bill Gates em uma entrevista ao canal de negócios TV Bloomberg disse que “o Bitcoin é excitante porque é barato”.

Hoje é possível fazer doações em bitcoins para instituições globais como Greenpeace ou Wikipedia, ou comprar passagens aéreas na Expedia, ou dar entrada para um apartamento na Tecnica, tudo usando bitcoins.