Criptomoedas
Bitcoin de US$ 1 bi segue enterrado: buscas chegam ao fim
Após anos de escavações, tentativa de recuperar Bitcoin de US$ 1 bilhão em aterro é encerrada sem êxito


James Howells, nome conhecido no mundo das criptomoedas, foi um dos primeiros a acreditar no Bitcoin, em 2008, quando a moeda ainda era só uma ideia no papel (ou melhor, no whitepaper). Naquela época, durante a crise financeira, James criticava o sistema bancário e via no Bitcoin uma solução para o dinheiro tradicional, que só desvalorizava.
Com um laptop gamer simples, ele começou a minerar Bitcoins e acumulou cerca de 8.000 moedas, guardadas em chaves privadas no disco rígido do aparelho. Na época, minerar era tão fácil que James conseguia entre 400 e 800 Bitcoins por dia.
Em 2009, ele já era um dos cinco maiores mineradores do mundo! Mas, em 2013, veio o desastre: ele jogou fora o disco rígido por engano. Naquele momento, os 8.000 Bitcoins valiam US$ 600.000. Hoje, com a valorização da criptomoeda, esse valor chega perto de US$ 1 bilhão.
Disco rígido cheio de Bitcoin perdido em um aterro
O disco rígido foi parar em um aterro sanitário em Newport, no País de Gales, soterrado sob 25.000 metros cúbicos de lixo e terra — isso equivale a mais de 1,5 milhão de toneladas de resíduos! James tentou de tudo para recuperar o dispositivo.
Em 2017, quando o Bitcoin já valia muito mais, ele organizou buscas no aterro, mas a prefeitura local barrou a operação por preocupações ambientais. Afinal, mexer em tanto lixo poderia causar problemas sérios, além do risco de o disco estar danificado após anos no descarte.
Ele chegou a fechar parcerias com empresas de investimento para bancar a busca, oferecendo dividir os lucros. Usou até tecnologias de ponta, como inteligência artificial e robôs da Boston Dynamics, mas nada deu certo. O disco rígido continuou perdido, e a esperança de recuperar o tesouro foi diminuindo.
O fim de uma saga épica
Depois de 12 anos de luta, James decidiu encerrar a busca pelo disco rígido e, com isso, disse adeus aos bilhões em Bitcoin.
Agora, a história de James faz parte do folclore das criptomoedas, ao lado de casos como o do cara que pagou 10.000 Bitcoins por duas pizzas. É o tipo de história que deixa qualquer um pensando: “E se fosse comigo?”
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