Dinheiro
BC eleva juros para 14,25% ao ano, igualando nível do governo Dilma Roussef

O Banco Central do Brasil deu mais um aperto no bolso dos brasileiros e aumentou a taxa Selic em 1 ponto percentual. Com a decisão unânime do Comitê de Política Monetária (Copom), a taxa básica de juros saltou de 13,25% para 14,25% ao ano, alcançando o maior patamar desde agosto de 2016 — um nível que lembra os tempos turbulentos do governo de Dilma Rousseff.
Tudo fica mais caro
Para quem sonha com a casa própria ou quer trocar de carro, a realidade ficou mais dura. Com a Selic mais alta, os financiamentos de imóveis e veículos encarecem, já que os bancos repassam o aumento dos juros aos consumidores. Conseguir crédito também virou tarefa mais difícil, com condições mais rígidas e taxas que assustam.
E não para por aí. O custo de vida, que já não estava fácil, deve subir ainda mais. Aluguel, conta de luz, água, condomínio, mercado e até os gastos com saúde tendem a pesar no orçamento. “É como se tudo conspirasse para o dinheiro render menos”, comenta Ana Paula, 34 anos, que tenta equilibrar as contas da família em São Paulo. Para muitos brasileiros, o jeito vai ser apertar o cinto e repensar prioridades.
Empresas sentem o baque
Do outro lado, as empresas também enfrentam tempos desafiadores. Com a Selic a 14,25%, o custo de capital — ou seja, o dinheiro que elas pegam emprestado para crescer ou operar — fica mais salgado. Isso aperta as margens de lucro e reduz a vontade de investir em novos projetos ou abrir negócios. “A gente pensa duas vezes antes de expandir agora”, diz João Marcos, dono de uma pequena fábrica de móveis no interior do Paraná.
Além disso, o crédito mais caro e as vendas em queda criam um efeito dominó. Com menos gente comprando por causa do orçamento apertado, as empresas vendem menos e sentem o impacto no caixa. Para os empreendedores, o clima é de cautela: arriscar ficou mais caro, e sobreviver virou o foco.
Por que o Banco Central fez isso?
A decisão de subir a Selic não vem do nada. O Banco Central quer frear a inflação, que segue dando dor de cabeça aos brasileiros. Juros mais altos desestimulam o consumo e, em teoria, ajudam a segurar os preços.
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