Criptos
A próxima corrida das criptomoedas pode ser liderada por IA — não por humanos
Brian Armstrong, da Coinbase, acredita que agentes de inteligência artificial serão os próximos grandes usuários de cripto — e a empresa já está operando dessa forma


Metade do código produzido na Coinbase hoje já conta com participação direta de inteligência artificial. Esse número, revelado pelo próprio CEO Brian Armstrong, mostra onde o mercado cripto pode estar caminhando. E quem — ou o quê — vai liderar essa corrida?
Para Armstrong, o próximo salto do setor não virá de novos usuários humanos. Virá de agentes autônomos de IA que precisam realizar transações financeiras por conta própria.
Máquinas que pagam máquinas
Agentes de IA já executam tarefas complexas em empresas e plataformas digitais. Contratar serviços, acionar sistemas em nuvem, registrar operações — tudo isso pode exigir movimentação financeira. O problema é que a infraestrutura tradicional não foi construída para esse cenário.
É aí que entram as criptomoedas, especialmente as stablecoins. Elas oferecem o que esses sistemas precisam: pagamentos diretos, sem intermediários e sem depender de bancos convencionais.
Além disso, a Coinbase já opera dessa forma internamente. A empresa fornece carteiras de stablecoins para seus agentes de IA. Eles ativam serviços na Amazon Web Services, registram pagamentos automaticamente e apoiam decisões em diferentes áreas da companhia.
O impacto dentro da própria Coinbase
Os números internos reforçam essa visão. Além dos 50% de código gerado com apoio de IA, cerca de 60% das solicitações de suporte ao cliente já passam por automação. Por sinal, Armstrong também mencionou experimentos com processos regulatórios e desenvolvimento de protótipos internos.
Não é um projeto futuro. É o que está acontecendo agora, dentro de uma das maiores exchanges de criptomoedas do mundo.
Cripto e IA: uma convergência real
Armstrong discutiu essas ideias no podcast de David Senra. Os dois abordaram o ambiente regulatório do setor e a sobreposição crescente entre IA e finanças descentralizadas.
O ponto mais singular, segundo ele, é este: agentes de IA no ecossistema cripto precisam de dinheiro real para funcionar. Não é simulação. Quando um sistema autônomo contrata um serviço de nuvem, algo precisa pagar. E as stablecoins resolvem isso com eficiência.
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