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A conta que não fecha: diesel cai na refinaria, mas o alívio não chega ao seu bolso

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A matemática dos combustíveis no Brasil parece ignorar a lógica do consumidor. Nos últimos dois anos, o diesel vendido pela Petrobras (PETR4) às distribuidoras despencou quase 30% — saindo dos R$ 4,05 em janeiro de 2023 para os atuais R$ 2,94. No papel, o desconto é generoso, mas na vida real, a história é outra.

Enquanto a estatal cortava preços, quem segura a mangueira no posto mal percebeu a diferença. O preço médio nacional, que era de R$ 6,51 no início do governo, estacionou na casa dos R$ 6,06. Na prática, uma queda tímida de apenas 6,9%, que deixa uma pergunta no ar: para onde foi o restante desse desconto?

Se o alívio foi pouco, o horizonte para 2026 traz novas pressões. A partir de 1º de janeiro, o bolso do brasileiro sentirá o peso de um novo reajuste no ICMS, já aprovado pelo Confaz. O imposto estadual vai subir de forma fixa para a gasolina, o diesel e o gás de cozinha, criando um efeito cascata que deve encarecer o custo de vida geral.

O que muda na ponta do lápis:

  • Gasolina: Sobe R$ 0,10 por litro (um salto de 6,8%).
  • Diesel: Acréscimo de R$ 0,05 por litro.
  • Gás de Cozinha (GLP): O botijão de 13kg fica R$ 1,05 mais caro, com o imposto subindo para R$ 1,47 por quilo.

Com o reajuste logo no primeiro dia do ano, o mercado já se prepara para o impacto nos fretes e na produção, provando que, no Brasil, o preço da energia é o primeiro dominó de uma economia que custa caro para avançar.

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