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Itaú, Bradesco e Santander fecham centenas de agências pelo Brasil

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Seu banco mudou de endereço. Na verdade, ele saiu da esquina mais valorizada do bairro e foi morar definitivamente dentro do seu celular. Afinal, o que começou como uma necessidade durante a pandemia virou um caminho sem volta. Atualmente, transferências, investimentos e até aquela renegociação chata de dívida são resolvidos em segundos, sem ar-condicionado gelado ou porta giratória travando.

Consequentemente, essa migração digital forçou os gigantes financeiros a fazerem uma dieta rigorosa. Pois, manter estruturas de tijolo e cimento custa caro. Além disso, a concorrência com bancos digitais, como Nubank e Inter, não permite mais esse tipo de desperdício.

Do auge à queda livre: o desaparecimento das agências

Para ilustrar, os dados do Banco Central desenham um gráfico claro de extinção. O Brasil viveu o auge das agências físicas em 2015, quando chegamos a ter 23.154 unidades espalhadas pelo país. Entretanto, de lá para cá, a tesoura passou forte.

Hoje, restam apenas 15.529 agências. Ou seja, 7.625 pontos de atendimento deixaram de existir — uma retração brutal de quase 33%. Portanto, o recado do mercado é claro: o modelo antigo não se sustenta mais.

2025: O ano da aceleração dos cortes

Se a tendência já era de queda, 2025 acelerou o processo. Nesse sentido, os “bancões” pisaram no acelerador da reestruturação para competir com a agilidade do Pix e do Open Finance.

Por exemplo, confira o saldo do enxugamento apenas neste ano:

  • Bradesco: Baixou as portas de 342 agências e, consequentemente, desligou 2.564 funcionários.
  • Itaú Unibanco: Encerrou as atividades de 227 unidades.
  • Santander: Da mesma forma, seguiu o fluxo e reduziu dezenas de pontos em sua rede.

Acima de tudo, a justificativa está na palma da mão do cliente. Segundo a Febraban, 82% de todas as transações bancárias já acontecem via internet ou mobile banking.

O outro lado da moeda: o impacto nos 60+

Por outro lado, enquanto a geração conectada comemora a agilidade, existe um “apagão” de atendimento para quem tem mais de 60 anos. Para esse público, ir ao banco não era apenas burocracia, mas também um hábito social e uma garantia de segurança.

Ainda assim, especialistas argumentam que fechar agências não significa cortar serviços, mas sim mudar o formato. Dessa forma, a aposta é em uma estrutura virtual e mais enxuta. Contudo, o desafio permanece: como incluir no futuro digital quem passou a vida inteira confiando apenas no papel carimbado e no gerente de carne e osso?

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