Mercado de Ações
Trégua entre EUA e Irã faz petróleo recuar e arrasta PETR3, PETR4 e PRIO3
Acordo de trégua de duas semanas, com reabertura do Estreito de Ormuz, aliviou tensões geopolíticas e pesou sobre papéis do setor de óleo e gás no Brasil


O cessar-fogo entre Estados Unidos e Irã animou as bolsas de forma geral. No entanto, o efeito foi oposto para o setor de petróleo. PETR3, PETR4 e PRIO3 fecharam o dia com quedas relevantes, acompanhando o recuo da commodity lá fora.
A lógica é direta. Com a tensão geopolítica arrefecendo, o prêmio de risco embutido no petróleo tende a desaparecer. Por consequência, isso pressiona a expectativa de receita das empresas do setor.
O que o acordo prevê e por que o Estreito de Ormuz importa
A trégua de duas semanas entre Washington e Teerã inclui a reabertura do Estreito de Ormuz. Trata-se de um corredor por onde passa uma fatia expressiva do petróleo comercializado no mundo. Quando esse ponto fica sob ameaça, o mercado reage com alta na commodity. Quando a ameaça recua, o movimento é inverso.
Foi exatamente isso que aconteceu. A sinalização de desescalonamento, portanto, tirou parte da pressão altista que sustentava os preços nas últimas semanas.
PRIO3, PETR3 e PETR4
Entre as mais afetadas, a PRIO3 registrou a maior queda: -5,49%, encerrando a R$ 64,09. Ainda assim, no acumulado do ano, o papel sobe 53,50%. Ou seja, a correção ocorre sobre uma base bastante valorizada.
A Petrobras também sentiu o movimento. As ações ordinárias PETR3 recuaram 4,42%, fechando a R$ 51,19. No ano, porém, acumulam alta de 58,48%. Já as preferenciais PETR4 caíram 3,92%, para R$ 46,61, com valorização de 51,77% no mesmo período.
Assim, as quedas do dia mudam consideravelmente a leitura para quem está posicionado no setor — mas não apagam um desempenho anual ainda expressivo.
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