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Reverteu prejuízo recorde: Petrobras tem lucro de R$1,17 bilhão no 1º trimestre

Por Marta Frackowiak
RIO DE JANEIRO (Reuters) – A Petrobras (PETR4) teve lucro líquido de R$ 1,17 bilhão entre janeiro e março, com impulso da valorização do petróleo Brent e alta das vendas de diesel, ante uma perda recorde de R$ 48,5 bilhões no mesmo período do ano passado, quando a companhia fez baixas contábeis bilionárias, antevendo impactos com a pandemia.
O resultado, no entanto, caiu ante o lucro líquido recorde registrado no quarto trimestre, de R$ 59,9 bilhões, quando muitas das baixas contábeis pelos preços do petróleo foram revertidas, uma vez que o mercado se recuperou.
A Petrobras ainda citou, para explicar o lucro, o impacto da variação cambial no resultado e às reversões de impairment e dos gastos passados com o plano de saúde.
O preço médio do petróleo Brent, referência internacional, foi de US$ 60,9 por barril, ante US$ 50,26 por barril no mesmo período do ano passado e US$ 44,23 por barril no quarto trimestre.
O lucro antes de juros, impostos, amortização e depreciação (Ebitda) ajustado somou R$ 48,9 bilhões nos primeiros três meses de 2021, alta de 30,5% na comparação anual, superando estimativa da Refinitiv, que previa R$ 45,3 bilhões.
A receita de vendas, por sua vez, foi de R$ 86,17 bilhões, alta de 14,2% ante o mesmo período do ano passado e avanço de 14,9% em ralação ao quarto trimestre devido, principalmente, à valorização de 38% nos preços do Brent.
Contribuíram também para o resultado a maior receita com diesel, que atingiu R$ 25,2 bilhões (27% superior ao quarto trimestre), em função do aumento da participação da Petrobras no mercado do combustível fóssil e do crescimento das vendas de diesel S-10, apesar da queda do volume de vendas total de diesel.
“Os números demostram a capacidade do nosso time de gerar resultados sustentáveis para os nossos investidores e para a sociedade em geral, mesmo em um contexto desafiador”, disse no relatório o presidente da Petrobras, Joaquim Silva e Luna.
“A Petrobras continuará a trajetória de geração de valor, com uma gestão pautada na transparência, no diálogo e na racionalidade e com investimentos concentrados nos ativos em que somos reconhecidos como líderes mundiais.”
O indicador de alavancagem medido pela dívida líquida/Ebitda ajustado atingiu 2,03 vezes no fim do trimestre, a melhor marca desde 2012.
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