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Maior roubo de criptomoedas da história: Binance se pronuncia

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Maior roubo de criptomoedas da história
Imagem: Reprodução

A Binance se pronunciou após um ataque hacker que provocou o roubo de aproximadamente US$ 6,3 bilhões (cerca de R$ 34 bilhões) em criptomoedas. A corretora prometeu arcar com todo o prejuízo e garantiu que o dinheiro dos clientes brasileiros está seguro.

Mas os saques continuam suspensos.

Para cobrir as perdas, a Binance afirma ter reservado mais de US$ 6,34 bilhões.

Binance diz que dinheiro dos clientes brasileiros está seguro

Em comunicado divulgado nesta sexta-feira (30), a BBrasil SPSAV LTDA., responsável pelo atendimento aos usuários brasileiros, afirmou que os fundos dos clientes não foram afetados.

Segundo a empresa, os ativos ficam guardados em cold wallets, carteiras que permanecem desconectadas da internet para reduzir o risco de invasões.

A Binance também afirmou cumprir as regras de segregação de ativos exigidas pelo Banco Central do Brasil.

Apesar disso, quem precisa sacar criptomoedas ainda terá que esperar.

A suspensão, segundo a corretora, é temporária e faz parte de uma revisão de segurança após o ataque. Não há uma data confirmada para a liberação.

Depósitos e outros serviços da plataforma seguem funcionando normalmente, conforme informou a Binance.

Binance separa US$ 6,34 bilhões para cobrir prejuízo

Em outra atualização, a corretora informou que reservou mais de US$ 6,34 bilhões de recursos próprios para cobrir as perdas.

Desse total, US$ 5 bilhões estão nos mesmos criptoativos afetados pelo ataque, incluindo Bitcoin, Ethereum e stablecoins.

O restante ainda será recomposto com novas compras desses ativos, segundo a empresa.

Se necessário, a Binance também poderá recorrer ao SAFU, seu fundo de emergência criado para proteger os usuários.

Parte do dinheiro roubado já foi localizada e bloqueada.

Cerca de US$ 3 bilhões foram congelados nas redes blockchain com a ajuda de emissores de criptomoedas e empresas especializadas.

Mas existe uma diferença importante: dinheiro congelado não é dinheiro recuperado.

A Binance continua trabalhando com autoridades e parceiros para tentar reaver esses recursos.

Hackers da Coreia do Norte estão entre os suspeitos

A TRM Labs, empresa especializada em análise de blockchain, atribuiu o ataque ao TraderTraitor, grupo hacker associado à Coreia do Norte.

A suspeita surgiu após a identificação de características semelhantes às de outros roubos de criptomoedas ligados ao país.

A autoria ainda não foi confirmada pela investigação.

Nas primeiras apurações, a Binance identificou um possível comprometimento do computador de um engenheiro de DevOps, profissional que trabalha com sistemas e infraestrutura de tecnologia.

Isso teria aberto caminho para acessos indevidos aos sistemas usados nas movimentações de criptomoedas.

Depois, a investigação encontrou outros pontos que também podem ter sido comprometidos.

Até agora, a corretora afirma não ter encontrado evidências de vazamento de chaves privadas, os códigos usados para autorizar movimentações nas carteiras.

Quando os saques da Binance serão liberados?

Ainda não há uma data definitiva.

A Binance informou que pretende liberar os saques aos poucos, conforme concluir as verificações de segurança.

A corretora também prevê publicar uma nova Prova de Reservas, possivelmente na segunda-feira, 2 de novembro.

O documento permitirá aos usuários consultar informações sobre os ativos mantidos pela plataforma e as reservas que respaldam seus saldos.

Falta ainda o relatório técnico do ataque.

A Binance prometeu divulgar os detalhes quando encerrar a investigação e confirmar os fatos.

Comunicados oficiais: Nota aos clientes brasileiros e mídias sociais verificadas. .

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