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Quem investiu nessa ação acumula perda de 70%

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As ações da Hapvida (HAPV3) renovam mínimas históricas e chegam a R$ 10,40, enquanto os resultados do terceiro trimestre revelam pressão financeira além do lucro ajustado

Imagem: Oleg Gamulinskii / Pixabay

Enquanto o Ibovespa renova recorde histórico e o volume médio diário de negociações na B3 supera R$ 3 bilhões, uma ação vai na direção oposta. Quem investiu nessa ação acumula perda de 70%: os papéis da Hapvida (HAPV3) desabaram dos R$ 38,10 registrados em fevereiro de 2025 para R$ 10,40 — o menor patamar desde a abertura de capital da empresa.

Hapvida – HAPV3 com queda acumulada de 72,7% em 1 ano

O movimento chamou atenção do mercado e levantou uma pergunta óbvia: o que está por trás dessa queda tão acentuada?

O que os números da Hapvida revelam

À primeira vista, os resultados do terceiro trimestre parecem razoáveis. A companhia reportou lucro ajustado de R$ 338 milhões — um número que, isolado, transmite certa estabilidade.

Mas o cenário muda quando se olha para além dos ajustes contábeis. Sem os efeitos considerados extraordinários, a Hapvida registrou prejuízo de R$ 57 milhões no resultado líquido. Ou seja, o lucro divulgado não reflete o que de fato aconteceu com o caixa da empresa no período.

Geração de caixa em queda e dívida em alta

O Ebitda ajustado — indicador que mede a geração de caixa operacional antes de juros, impostos, depreciação e amortização — somou R$ 746,4 milhões no trimestre. Na comparação com o mesmo período do ano anterior, isso representa uma queda de 2,1%.

Além disso, o endividamento avançou. A dívida líquida cresceu 3,7% e encerrou o trimestre em R$ 4,25 bilhões. A combinação de menor geração de caixa com mais dívida é exatamente o tipo de sinal que preocupa investidores — e que costuma pressionar as ações.

Por que o mercado reagiu tão mal

No mercado financeiro, expectativa e realidade andam juntas. Quando os números entregues ficam aquém do esperado — especialmente em itens que os investidores monitoram de perto, como resultado líquido e alavancagem — a reação costuma ser imediata nas ações.

No caso da Hapvida, a pressão não é de hoje. As quedas acumuladas revelam uma perda de confiança gradual, e o balanço do terceiro trimestre não trouxe os sinais de recuperação que o mercado esperava.

No final das contas, o caso da Hapvida serve de lembrete: lucro ajustado nem sempre conta a história completa. Para quem acompanha o ativo, o próximo balanço será decisivo para avaliar se a empresa consegue reverter a trajetória — ou se as mínimas históricas ainda não ficaram para trás.

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