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Mercado Livre vai financiar entregadores para compra de veículos elétricos no Brasil

SÃO PAULO (Reuters) – O Mercado Livre, maior portal de comércio eletrônico da América Latina, vai começar a oferecer aos seus entregadores no Brasil financiamento para comprar veículos elétricos.
O plano vem a público após a companhia com sede na Argentina ter captado na semana passada 1,1 bilhão de dólares em bônus, sendo 400 milhões de dólares em notas atreladas a iniciativas de boas práticas socioambientais, reforçando a crescente demanda do mercado pelo assunto que tem se popularizado pela sigla ESG.
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Com 10 mil veículos e 600 carretas no Brasil, frota quase toda operada por terceiros, muitos com contratos de exclusividade, o Mercado Livre já tem 50 vans próprias movidas a eletricidade em operação no país.
Agora, a exemplo do que já começou a fazer recentemente no México, onde já financia a compra de veículos das montadoras Renault e Mercedes, o Mercado Livre quer ampliar sua frota movida a eletricidade no Brasil, seu maior mercado.
Segundo o vice-presidente de estratégia, novos negócios e relações com investidores do Mercado Livre, André Chaves, a iniciativa segue o esforço global para reduzir emissões de carbono, mas é uma ponte para que seus entregadores reduzam seus custos no médio prazo, dado que as despesas de manutenção são menores nos carros elétricos do que nos movidos a combustão.
“É um investimento que se paga no tempo”, disse o executivo à Reuters.
Ele não revelou qual a expansão prevista para a frota de veículos movidos a eletricidade no Brasil, nem o investimento previsto na iniciativa, que envolverá também a instalação de pontos de recarga em centros logísticos da empresa.
Em novembro, o Mercado Livre anunciou a abertura de cinco novos centros logísticos no Brasil, para um total de 8, enquanto reforça sua estrutura após um salto do comércio eletrônico no país na esteira da pandemia da Covid-19.
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Com os recursos captados por meio dos bônus sustentáveis, a companhia também planeja ampliar a oferta de crédito para micro e pequenos empreendedores, negócio no qual entrou há três anos e que ganhou impulso no ano passado com o isolamento social para conter a pandemia da Covid-19, que levou vários lojistas a ter um canal de vendas pela internet para manter os negócios ativos.
“Temos conseguido manter números de inadimplência iguais ou menores do que os dos grandes bancos, então entendemos que podemos dar maior escala a esse negócio”, disse Chaves.
A companhia oferta crédito por meio de seu braço financeiro Mercado Pago na Argentina, Brasil e no México, com uma carteira total superior a 1 bilhão de dólares, alcançando cerca de 600 mil vendedores.
(Por Aluísio Alves)
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