Memecoins
Manipulação, Lavagem e Tokens Falsos: Tudo Sobre o Escândalo Pump.fun


A plataforma Pump.fun, famosa por impulsionar memecoins na rede Solana, está no centro de uma ação coletiva nos Estados Unidos. O processo acusa a empresa de operar um “cassino digital de memecoins” que teria causado prejuízos bilionários a investidores de varejo — algo entre 4 e 5,5 bilhões de dólares — enquanto lucrava mais de 722 milhões.
A ação foi movida no Tribunal do Sul de Nova York e tem como alvos a Baton Corporation, responsável pela plataforma, seus fundadores e até executivos da Solana Labs, Solana Foundation e Jito Labs. De acordo com os autores, os réus criaram um esquema coordenado de extorsão com base na lei RICO, usada para combater organizações criminosas.
Escândalo Pump.fun
Segundo os documentos, o Pump.fun funcionaria como uma espécie de caça-níqueis virtual, onde usuários trocam SOL por tokens aleatórios, sem qualquer verificação de idade ou identidade — o que poderia permitir até a participação de menores.
As acusações vão além. A Jito Labs teria manipulado o sistema para favorecer quem pagasse mais, redirecionando transações valiosas por meio de pacotes de MEV (Valor Máximo Extraível). Já a Solana Labs e a Solana Foundation, apontadas como facilitadoras da operação, teriam lucrado com a venda de espaço em blocos e taxas de validação.
A denúncia ainda aponta uso indevido de marcas como Apple, Tesla e Meta, além de nomes de celebridades sem permissão. E mais: o grupo Lazarus, conhecido por crimes cibernéticos, teria usado a plataforma para lavar mais de US$ 1 milhão em criptoativos roubados.
Um relatório recente mostra que, desde maio de 2024, a Pump.fun já arrecadou mais de US$ 741 milhões em taxas — mesmo com 99,6% dos usuários não lucrando mais de US$ 10 mil. Só em 2024, foram mais de US$ 400 milhões gerados por operações tratadas como jogos de azar.
A Jito Labs, por sua vez, também lucrou alto: mais de US$ 633 milhões em “gorjetas” de usuários, usando seu motor de blocos para vender posições privilegiadas na rede Solana.
O aumento expressivo do preço do SOL — que subiu mais de 1.000% desde 2022 — também beneficiou diretamente as empresas envolvidas, que detêm grandes reservas do token e operam validadores.
Por fim, o processo identifica 20 tokens como valores mobiliários não registrados. Com o token nativo da plataforma cotado a apenas US$ 0,0031, muitos investidores da pré-venda já enfrentam perdas milionárias.
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