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Itaú atinge R$ 12,3 bilhões em lucro — e crédito dispara para R$ 1,5 trilhão

O lucro Itaú Unibanco 2026 (ITUB4) chegou a R$ 12,282 bilhões no primeiro trimestre — alta de 10,4% sobre o mesmo período do ano anterior. O número impressiona. O que impressiona mais é o que está por baixo: uma carteira de crédito que fechou março em R$ 1,5 trilhão, 9% acima de um ano atrás.
Lucro se explica de muitas formas. Escala dessa não.
Lucro Itaú Unibanco 2026: o que os números do trimestre revelam
A receita total somou R$ 46,8 bilhões — 4,5% acima dos R$ 44,8 bilhões registrados no primeiro trimestre de 2025. Frente ao último trimestre do ano passado, houve recuo de 1,7%, quando a receita marcou R$ 47,6 bilhões. O banco cresceu bem no ano, mas desacelerou no trimestre. O mercado vai prestar atenção nessa segunda parte.
A margem financeira seguiu o mesmo padrão: R$ 32,3 bilhões no período, com alta anual de 4% e resultado praticamente estável frente ao trimestre encerrado em dezembro de 2025.
ROE entre 22,5% e 24,8% — o indicador que o investidor acompanha de perto
A rentabilidade sobre o patrimônio ficou na faixa de 22,5% a 24,8% em 12 meses. Para um banco do tamanho do Itaú, manter ROE nesse patamar exige mais do que eficiência operacional — exige que a carteira de crédito cresça com qualidade, não só em volume.
Na comparação trimestral, o lucro recuou 0,3%. Pequeno. Mas num banco que o mercado acompanha com lupa, qualquer recuo trimestral vira pergunta em call de resultados.
Carteira de R$ 1,5 trilhão: o número que contextualiza tudo
A carteira de crédito cresceu 1,2% frente a dezembro de 2025. Anualizado, esse ritmo não sustenta os 9% registrados em 12 meses — o que sugere que parte do crescimento veio concentrado antes do último trimestre. Ainda assim, chegar a março com R$ 1,5 trilhão em crédito ativo coloca o Itaú numa categoria própria no sistema financeiro brasileiro.
O balanço do primeiro trimestre de 2026 não traz surpresas negativas. Traz, na prática, a confirmação de um banco que cresce de forma consistente no longo prazo — e que agora precisa mostrar se consegue manter esse ritmo num ambiente de juros ainda elevados.
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