Connect with us

Dinheiro

IPCA+ 2032 rompe 8% e desencadeia corrida por títulos do Tesouro

Publicado

em

IPCA+ 2032
Foto de Daniel Dan / Unsplash

O IPCA+ 2032 cruzou a barreira dos 8% ao ano e provocou uma das maiores concentrações de demanda já registradas no Tesouro Direto. Em um único pregão, investidores aplicaram R$ 275 milhões no papel. Mais da metade de cada real investido no programa foi para esse único título. O movimento levanta uma questão prática: o momento ainda é oportuno, ou o pico já passou?

A corrida pelo IPCA+ 2032

Entre 4 de maio e 18 de junho, a taxa do IPCA+ 2032 oscilou entre 7,74% e 8,63% ao ano. O papel cruzou os 8% na primeira semana de junho e seguiu renovando máximas. A cada nova alta, o volume de compras acompanhou.

O pico aconteceu em 11 de junho: R$ 275 milhões aplicados em um único pregão, equivalentes a 95.406 títulos. Naquele momento, o papel operava a 8,40% ao ano — abaixo da máxima histórica da série, mas logo após os 8% se consolidarem como novo patamar.

Na semana de 15 a 18 de junho, com taxas chegando a 8,63%, o ritmo diário caiu cerca de um terço. Mesmo assim, o volume médio de R$ 157,5 milhões por dia representava 2,6 vezes a média registrada em maio.

Um título passou a dominar o programa

Em 1º de junho, o IPCA+ 2032 respondia por 33,5% das vendas totais do Tesouro Direto.

O Tesouro Prefixado 2029 foi o segundo papel mais procurado no período, impulsionado pela aproximação dos 15% ao ano. A média diária saltou de R$ 32,4 milhões em maio para R$ 67,1 milhões em junho. Os títulos de prazo mais longo — IPCA+ 2040, IPCA+ 2050 e vencimentos com juros semestrais — tiveram reação mais discreta, com volumes menores ou sem crescimento relevante.

O investidor concentrou a demanda nos prazos intermediários, sem alongar o vencimento mesmo com as taxas longas também em alta.

Porque IPCA+ 2032 rompeu 8%?

As taxas aceleraram após o mercado começar a se preparar para inflação mais alta nos Estados Unidos e no Brasil. Na última Quarta, os ativos voltaram a ser pressionados após a coletiva de Kevin Warsh, novo presidente do Fed, que adotou tom duro. O Banco Central, por sua vez, cortou a Selic para 14,25% — mas mesmo com a redução, os juros dos prefixados subiram e as compras do IPCA+ 2032 se mantiveram acima de R$ 150 milhões por dia.

O que os especialistas recomendam agora

A orientação que predomina entre analistas é não deixar passar um juro real de 8%, nível que apareceu poucas vezes na história. A preferência está nos prazos intermediários, entre 2031 e 2035, que entregam prêmio semelhante com menos volatilidade no caminho.

Para quem já comprou ou pretende comprar o conselho é levar o título até o vencimento. Vender antes pode gerar prejuízo caso as taxas subam mais. Um eventual recuo dos juros, que valorizaria o papel, entra como bônus — não como razão principal da compra. Quem ainda não sabe por onde começar pode consultar um guia completo sobre como investir no Tesouro Direto.

Nos prefixados, a orientação é mais cautelosa: travar uma taxa fixa agora implica o risco de ver os juros subirem ainda mais — e perder rentabilidade no processo.

Compartilhar:

Últimas

Assunto do Momento

Cotações

Tendência


As publicações no site Money Invest têm um caráter meramente informativo, servindo como boletins de divulgação, e não devem ser interpretadas como recomendações de investimento. Leia mais

Mercado de Criptomoedas, Bolsa de Valores. Money Invest: O futuro do dinheiro.

2018 - 2026 - Money Invest - Todos os direitos reservados