Criptos
Ethereum reduz consumo de energia em mais de 99,9%

8,88 TWh por ano. Era esse o apetite energético do Ethereum sob o antigo modelo de mineração. Hoje, depois d’A Fusão — o upgrade de 2022 que trocou Prova de Trabalho por Prova de Participação —, esse número despencou para 7,87 GWh. Queda superior a 99,9%, segundo dados recentes.
Fim da corrida por processamento
Mineração é competição. Antes, milhares de máquinas disputavam poder computacional simultaneamente, 24 horas por dia, só para validar transações. Hardware pesado, consumo constante, gasto brutal de eletricidade.
Isso acabou.
Agora, quem garante a segurança da rede são validadores que fazem staking dos próprios tokens. Sem disputa, sem corrida, sem gasto redundante. A demanda de energia recuou de 2,4 gigawatts para cerca de 0,90 megawatt — praticamente 0,04% do que era antes.
O efeito colateral bom: menos carbono
Menos eletricidade consumida, menos carbono emitido. Simples assim. As emissões anuais da rede somam hoje cerca de 2,37 mil toneladas de CO₂ equivalente, um número que nem se compara aos patamares da era da mineração.
Para colocar isso em perspectiva: o Museu Britânico — uma única instituição física, sem servidores espalhados pelo mundo — consome sozinho cerca de 16,18 GWh de eletricidade por ano. Mais do que toda a rede Ethereum gasta hoje.
Mercado também se move
Enquanto os números ambientais reforçam a eficiência da rede, quem acompanha o mercado tem outro foco: as grandes movimentações de ETH. A BitMine comprou 27.801 tokens recentemente, desembolsando US$ 49 milhões.
Já são quase 5% do Ethereum em circulação nas mãos da empresa, posição avaliada em cerca de US$ 10,1 bilhões.
Tom Lee vê nisso um sinal. Para o analista, o desempenho da Robinhood Chain — rede de camada 2 construída sobre o Ethereum — comprova que o ativo encontrou seu espaço no mercado. Nesta segunda-feira, o ETH é negociado próximo de US$ 1.755.
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