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Brasil movimenta US$ 318,8 bilhões em criptomoedas e lidera na América Latina

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País lidera o volume cripto na América Latina, mas avanço do mercado já está na mira da Receita Federal — e uma nova tributação pode estar a caminho

Imagem: Cryptostock / Pixabay
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O Brasil se tornou o maior mercado de criptomoedas da América Latina. Em 2025, o país movimentou US$ 318,8 bilhões em ativos digitais — cerca de um terço de tudo que circulou na região. O volume cresceu 250% em relação ao período anterior, um salto que coloca o setor no centro das atenções do governo federal.

Stablecoins dominam o mercado brasileiro

Não é o Bitcoin que puxa esse número. As stablecoins, moedas digitais atreladas ao dólar, respondem por aproximadamente 90% de toda a movimentação cripto no país.

A explicação é prática: elas permitem transferências internacionais mais rápidas, com menor custo e menos burocracia do que os canais tradicionais. Para quem precisa enviar ou receber dinheiro do exterior, passaram a ser uma alternativa real ao câmbio convencional.

O PIX entrou nessa equação como facilitador. O sistema de pagamentos instantâneos funciona como ponte para a entrada e saída de recursos em operações com criptomoedas, ampliando ainda mais o alcance dessas transações no cotidiano dos brasileiros.

Receita Federal atualiza regras de monitoramento

Com o mercado em expansão acelerada, o governo reagiu. A Receita Federal anunciou mudanças nas regras de monitoramento de criptoativos, alinhando o Brasil a padrões internacionais de transparência fiscal.

A partir de julho de 2026, quem opera com criptomoedas precisará declarar essas movimentações por meio de um novo instrumento: a Declaração de Criptoativos (DeCripto), que substituirá o modelo atual. O envio será feito pelo e-CAC, o Centro Virtual de Atendimento da Receita.

Corretoras e plataformas de negociação também entram no radar. Essas empresas deverão adotar procedimentos mais rigorosos de verificação de clientes, em linha com orientações discutidas no Carf. O objetivo declarado é aumentar a rastreabilidade das operações e combater lavagem de dinheiro e financiamento ilícito.

IOF de 3,5% pode atingir quem compra cripto

A mudança mais sensível ainda está em discussão, mas já movimenta o setor. O governo avalia aplicar uma alíquota de IOF de 3,5% sobre a compra de criptomoedas no Brasil.

A justificativa do governo é de equiparação: como as stablecoins passaram a funcionar como substituto das remessas internacionais, a lógica seria aplicar as mesmas regras do mercado de câmbio tradicional.

Essa proposta se insere em um movimento mais amplo do governo Lula de ampliação da carga tributária sobre diferentes segmentos da economia.

Para o usuário comum, isso significaria um custo adicional direto em cada operação — exatamente o tipo de despesa que muitos buscavam evitar ao migrar para o mercado cripto.

O que muda na prática para investidores e usuários

Quem usa criptomoedas apenas como investimento já tem obrigações declaratórias. Com as novas regras, o processo se torna mais estruturado e a fiscalização, mais próxima.

Para quem utiliza stablecoins como ferramenta financeira do dia a dia — especialmente em pagamentos e transferências internacionais — o cenário muda de forma mais direta. A eventual cobrança de IOF encarece operações que hoje competem com o câmbio justamente pelo baixo custo.

O Brasil segue sendo o maior polo cripto da América Latina. Mas o ambiente regulatório que se desenha para os próximos meses vai exigir mais atenção de quem opera nesse mercado.

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