Criptomoedas
Brasil lança rede Blockchain para melhorar e rastrear gastos públicos

Entrou em operação a nova Rede Blockchain Brasil graças a um acordo de cooperação entre o Tribunal de Contas da Uniam (TCU) e o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).
O evento de lançamento foi transmitido ao vivo no canal oficial no YouTube do Tribunal de Contas da Uniam (TCU). O foco do evento foi discutir os aspectos técnicos do projeto a partir das experiências de diversos convidados (funcionários públicos, executivos de empresas e representantes de instituições universitárias).
A Rede Blockchain Brasileira (RBB) será utilizada em diversas instituições públicas, visando melhorar os serviços oferecidos aos cidadãos e proporcionar maior rastreabilidade nos gastos públicos.
Isso é apenas parte dos esforços mais amplos do país para integrar a tecnologia blockchain à administração pública para um fluxo de trabalho mais eficiente e transparente. Isso vai além de simplesmente regular as criptomoedas do ponto de vista financeiro.
Blockchain para combater corrupção
A natureza incorruptível da tecnologia blockchain é uma faca de dois gumes para muitos funcionários e políticos, pois facilita a exposição imediata de qualquer tipo de corrupção, peculato ou atividades ilegais que o TCU queira impedir.
Ana Arraes, presidente do TCU da Uniam disse que a ideia de usar a tecnologia blockchain surgiu no segundo semestre de 2019. Além disso, ela explicou que esse tema foi muito relevante dentro das discussões do Governo, pelas vantagens que oferece na hora de auditar o dados fornecidos para os gastos públicos.
“O uso da tecnologia Blockchain passa a ser amplamente discutido porque permite maior proteção, transparência e integridade no armazenamento das informações em bancos de dados públicos de forma a permitir auditabilidade dos dados colocados.”
João Alexandre Lopes, gerente da Área de Tecnologia da Informação do BNDES, disse que assim que o projeto for formalizado, eles abrirão suas portas para que todos os “parceiros possam usufruir dessa infraestrutura comum”, para se beneficiar mutuamente da tecnologia blockchain, além disso, compartilhar tais “benefícios para o interesse público”.
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