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Ações mais indicadas em julho 2019

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Governo mais calmo ajuda

Para um executivo de um grande grupo econômico brasileiro, o governo está um pouco mais quieto e calmo e as coisas começando a se encaixar. O Congresso está assumindo as reformas para não ser acusado de não colaborar. E a Previdência, pelo visto, vai economizar em torno de R$ 800 bilhões em 10 anos. “Mas depois precisa fazer a reforma tributária e outras”, lembra. 

A questão é como estimular o crescimento num pais sem crescimento de renda, desemprego alto e muita ociosidade na industria, alerta. “Senão, vamos continuar, o mais provável, com baixíssimo crescimento nos próximos anos”, afirma o executivo.  Para ele, a economia está numa leve recessão. “Continuo na torcida para dar certo, a meu ver, nossa última chance”, alerta o executivo, que passou seu status de “otimista” para “esperançoso”.

Receio com adiamento que pode complicar mercados

Já para junho, o receio é com a efetiva aprovação da reforma da Previdência, primeiro na comissão especial da Câmara e depois no Plenário. Se não for possível votar o texto antes do recesso parlamentar, em 18 de julho, o mercado pode ficar mais pessimista e devolver parte dos ganhos obtidos até agora e que levaram o índice para mais de 100 mil pontos. Há também a qualidade da reforma: se o texto final aprovado reduzir demais a economia prevista em 10 anos, de R$ 1,1 trilhão na última versão do relator Samuel Moreira, o mercado pode cair. Um valor até R$ 800 bilhões, porém, pode ser razoável para a maioria dos analistas.

Da reforma da Previdência depende também a taxa de juros, já que o Banco Central deve esperar sua aprovação para retomar os cortes. Hoje o juro é de 6,5%, mas já há bancos prevendo 5% no fim deste ano, o que com certeza beneficiará as ações. O problema é que esse corte vem em função da economia mais fraca, o que também tem efeito negativo sobre as empresas.

Menos otimismo com a bolsa

As dificuldades do governo em aprovar a reforma e lidar com o Congresso, as divisões dentro da própria equipe do presidente Jair Bolsonaro e a incerteza com a atividade econômica mundial levaram várias corretoras a reduzir suas projeções para o Índice Bovespa para o fim do ano, de 120 mil pontos para 110 mil, caso da XP e do BB Investimentos. Mesmo assim, ainda há espaço para ganhos acima da renda fixa, considerando os 100 mil pontos atuais se o cenário otimista se confirmar. E há ainda estimativas de ganhos maiores, como a da corretora Nova Futura, que trabalha com o Ibovespa para 140 mil pontos. “Nós mantivemos nossa estimativa para o Ibovespa em 140 mil pontos, em função de juros baixos no mundo e da eventual aprovação da reforma na previdência”, afirma Alexandre Faturi, da Nova Futura.

Petrobras lidera indicações

Todos esses fatores, de curto, médio e longo prazo, devem influenciar os mercados, em especial a bolsa, e estão refletidos nas indicações de ações das corretoras para julho. O destaque segue com Petrobras, cuja reestruturação continua atraindo a atenção dos analistas. O papel está presente em 14 das 19 carteiras sugeridas acompanhadas pelo Portal do Pavini. O mesmo ocorre com a Vale, que voltou a ganhar destaque em meio à alta do preço do minério de ferro no exterior, de quase 60% no ano. Bancos também são destaque na preferência dos analistas, com três indicações, apesar da expectativa de aumento de imposto sobre o lucro previsto na reforma da Previdência.

Neste mês, a lista inclui as 21 empresas com pelo menos três indicações e inclui empresas em processo de mudança, como a Via Varejo, recentemente recomprada pelo herdeiro do fundador, Michael Klein.

As preferidas das corretoras
JulhoCódigoIndicações
Petrobras PNPETR412
Vale ONVALE39
Bradesco PNBBDC48
Itaú Unibanco PNITUB47
Banco do Brasil ONBBAS36
Pão de Açúcar PNPCAR46
Suzano Papel ONSUZB36
B3 ONB3SA35
Cemig PNCMIG45
Localiza ONRENT35
Usiminas PNAUSIM55
Petrobras BRBRDT34
Gerdau PNGGBR44
Lojas RennerLREN34
Rumo ONRAIL34
Ultrapar ONUGPA34
CVC BrasilCVCB33
Fleury ONFLRY33
JBS ONJBSS33
Kroton ONKROT33
Via Varejo ONVVAR33

Realiza no fato

Para julho, a corretora Elite observa que é importante que o investidor leve em conta que parte do otimismo com a reforma da previdência e a queda nos juros já pode ter sido antecipado pelo mercado nas últimas semanas. E que os atrasos na aprovação da reforma da previdência, reveses nas negociações comerciais entre os EUA e China e o aumento da tensão no Oriente Médio tendem a aumentar a volatilidade do mercado. “Por isso, é sempre bom ficar preparo para os sobressaltos no meio do caminho”, diz a corretora. A perda dos 100 mil pontos durante o dia do Ibovespa no fim do mês foi um bom exemplo.

A Guide Investimentos espera mais um mês de volatilidade em meio ao avanço das discussões envolvendo a Reforma da Previdência, e possível votação do texto, na Comissão Especial. Espera-se que a votação do texto ocorra até meados de julho. Caso esteja ancorado dentre as expectativas do mercado (entre R$ 600 milhões a R$ 800 bilhões de economia em 10 anos é algo que deve destravar valor aos ativos de risco do mercado local. “Afinal, seguimos observando um maior compromisso do Governo para equilibrar suas contas”, diz a corretora. “Ainda assim, não descartamos mudanças nesse texto original.”

A Guide optou por incluir a ação da Duratex, e retirar as ações de Localiza. O objetivo foi realizar os fortes ganhos com Localiza e capturar a recuperação operacional de Duratex no segundo trimestre. Para a bolsa, os múltiplos seguem atraentes, com os preços representando 11,8 vezes o lucro (P/L de 11,8x, em linha com sua média histórica nos últimos sete anos) e uma relação de risco/retorno interessante.

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